Mescrita

Conversas Escritas

Comércio de bairro

Hoje queria aproveitar a hora de almoço para rapidamente resolver pequenas coisas que tenho adiado. Coisas simples e banais como cortar o cabelo, mandar fazer uma chave, comprar desparasitante para a cadela, e cabo telefónico. Como me encontro num dos bairros mais movimentados de Lisboa, quer do ponto de vista habitacional quer em número de escritórios, nem hesitei. Pés ao caminho e “ops” loja das chaves fechada para almoço – só as 15:00, barbeiro fechado para almoço – só as 15:00, loja de animais fechada – só as 14:30, loja de eletricista – só as 15:00.

Acredito que tal como eu existam algumas pessoas que pretendam aproveitar a hora de almoço para tratar desde tipo de assuntos. Mas não, os comerciantes fecham a hora de almoço, ridículo. Ninguém fica sem resolver este tipo de assuntos à hora de almoço porque neste bairro logo ali ao lado existe um dos primeiros e mais distinto “Shopping” da cidade. No entanto, parece-me que alguma coisa está errada na postura do comércio local em fechar na hora de almoço, sempre foi assim, mas está na hora de ser criativo e de conquistar o mercado, atrair as pessoas e servi-las para que consigamos sair todos desta violenta crise. Tudo isto fica mais triste quando vemos o pequeno comércio a protestar por tudo e por nada sempre na esperança que alguém faça o que eles não querem fazer, trabalhar na hora de almoço em locais como este (Campolide- Amoreiras) com uma política de proximidade e espirito de serviço à comunidade residente e que por aqui trabalha e incrementar vendas é aumentar a faturação. Era qui que eu gostava muito de ver as associações empresárias do comércio e das pequenas e médias empresas a investirem, em vez de só revindicar regalias. Eu na qualidade de cidadão gostava de ser melhor servido pelo comércio e vejo que os comerciantes não se importam com isso, no entanto a mim importa-me se eles falirem.

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Tabus da vida

O P3 de hoje anuncia que está pronta a rodar uma serie de televisão lesbiana, uma espécie de “L World”, escrita por Zara Pinto e Márcia Raposo.
Enquanto apreciador da serie americana fico na espectativa de ver este projecto realizar-se. Não tendo ainda a certeza as autoras do mesmo se vão ter ou não comprador vamos os esperar que consigam ir em frente. Penso no entanto que a conversa da descriminação usada pelas autoras deste produto televisivo é uma cantiga enfadonha e ultrapassada. Este tipo de produtos que rompem com comportamentos sociais, não podem ter como obstáculo existência de atitudes discriminatórias logo a partida. Parece-me absurdo estar a encarar uma possível condenação social, condenando-a logo a partida. Ninguém pode afirmar que se a serie for bem-feita, tanto do ponto de vista da imagem como ao nível dos textos não seja até bem acolhida pelo público em geral. Meninas sigam em frente, e garantam qualidade ao vosso produto e deixem-se de frescuras. No mundo da criatividade nunca temos êxito se formos calculistas ou ficamos agarrados aos dogmas dos outros. O êxito deste trabalho está no empenho diário colocado por quem o faz, e na coerência e qualidade do mesmo. Se assim for nada mais há a fazer a não ser aplaudir.

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Lisboa é mundo

Esta manhã Lisboa estava linda com uma luz única intensa, a baixa da cidade movimentava-se como uma pessoa adulta e responsável. Lisboa namora o sol em cada esquina e este aquece quem mais dele necessita. Lisboa acolhe todo e todos se os diferenciar e reclama com que não os respeita, Lisboa é varina é pura e sincera. Lisboa cheira a mundo, transpira África e canta o fado. Lisboa é mais genuína cidade que até hoje conheci não por ser a minha, não por tê-la servido mas porque da realidade não se pode fugir.

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Refletir o Futuro

A crise em que nos encontramos é no meu entender culpa de todos nós, nomeadamente dos mais bem comportados. Andámos anos a gastar o que não tínhamos, a mostrar ser o que não somos. Quisemos sempre estar na frente, mostrar que somos melhores que o vizinho do lado e nunca nos apercebemos que para isso não é necessário ter casa própria ou um carro topo de gama. A crise é provavelmente a palavra mais saturada dos últimos 20 anos, é usada neste momento por tudo e por nada, servindo até de desculpa para as maiores justificações de incompetência e incúria. A crise afeta já psicologicamente centenas de pessoas que de facto sofrem na pele as maleitas que uma crise económica e financeira provocada na sociedade. Não é preciso procurar muito para encontrarmos pessoas a sofrerem por excessos que cometeram no final dos anos oitenta inícios de noventa. Mas pelo meio existe um conjunto de pessoas que sem nunca na vida excederem as suas capacidades económicas, vivem hoje em condições miseráveis porque dependiam financeiramente dos que cometeram excessos. A crise financeira, a falta de emprego, deve ser combatida com imaginação e seriedade. Não adianta diariamente nos lamentarmos e desculparmos com a crise. Temos de levantar a cabeça criar oportunidades efetivas, fomentar o equilíbrio financeiro dos nossos projetos e partilhar sempre os erros e os êxitos com a mesma energia. Tendo a noção da nossa real dimensão.

A inovação, o conhecimento, a produção de software, a formação individual e coletiva, são parte da solução – todos o sabemos, todos o dizemos constantemente. Resta-nos tirar consequências positivas, criar negócio, falarmos sem medo uns com os outros de forma transparente, honesta e produtiva.

Não existe outra forma de tornar mais válida a produtividade de um jovem talento universitário sem que um criativo lhe acrescente algo e um empresário com visão o financie. Estar junto das universidades, ouvir os técnicos especializados, promover a criatividade e encontrar novos negócios, expandindo horizontes buscando o futuro de forma organizada é uma postura que só pode atingir o êxito.

Numa Europa cada vez mais difícil e fechada sobre o seu umbigo, a proximidade com o mercado Brasileiro, a ligação com parte da Índia e a desventura da presença de portugueses nos Estados Unidos, coloca-nos em vantagem perante outros. Porque nós sabemos especializarmo-nos, porque temos uma capacidade única de nos engrandecer nos momentos necessários, acredito que seremos capazes, de juntar esta força ao conhecimento e fazer a ligação que falta à produção de inovação. Porque esta crise também serviu para filtrar. Até aqui todos ganhávamos com tudo, agora só ganhará quem sabe ou fizer para saber e quem arduamente trabalhar. Acabou o tempo dos que viviam de esquemas e do esforço do trabalho dos outros. Chegou o tempo em que todos falamos com todos, e investidores conhecem o real valor e capacidade do indivíduo que contratam para desenvolver determinado projecto. Chegou o momento de deixar de observar as nossas universidades e de passar a trabalhar com elas criando valor. Acabou-se o tempo do lamento, chegou a hora de trabalhar em prol de um futuro digno, justo e equilibrado. E a área das tecnologias de informação, é garantidamente uma das principais ferramentas, para desbravar este caminho.

O ano de 2012 está marcado como um ano de grandes dificuldades e de crescimento de pobreza, que nos sirva de lição e que aproveitemos para refletir o futuro.

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Segurança na Web depende de nós

Se cada um de nós assumir o seu papel na qualidade de cidadão, pai, e professor, saberá seguramente enfrentar e ajudar a enfrentar os problemas de segurança existentes na Internet. Hoje em dia, a realidade das redes sociais expõe-nos a todos muito mais do que noutros tempos, tornando-nos vulneráveis aos truques e armadilhas dos predadores e ciber criminosos. Mas acredito que podemos minimizar o perigo e eventuais danos com as nossas atitudes e a utilização que damos à Internet, nomeadamente às redes sociais.

O modo de estar na “rede” é o mais importante. Se protegermos a nossa intimidade e família, por exemplo, como o fazemos no dia-a-dia estamos certamente a zelar pela nossa segurança online. Nenhum de nós expõe a sua vida privada numa conversa de café, ou convida para sua casa umestranho, ou mesmo quem não atingiu um determinado grau de confiança pessoal.

Devemos ter a mesma atitude na nossa presença nas redes sociais, não devemos partilhar o que nos expõe na intimidade, pois por mais pequena que seja essa exposição ela pode ganhar uma dimensão que jamais conseguiremos controlar. Mas a solução não é ficar de fora, ou proibir os nossos filhos ou alunos de usar as redes sociais. A solução é ensiná-los a fazer as coisas com muita precaução. Falar sobre o assunto, dando a conhecer as vantagens e os perigos, estar informado e atento a esta nova realidade é a melhor forma de agir. A Web 2.0 é uma realidade que cresce a uma velocidade alucinante e não é mais possível voltar atrás.

Neste sentido, as marcas que estudam esta temática desenvolveram um conjunto de ferramentas que nos permitem minimizar os impactos negativos e que conseguem controlar a utilização da Internet, o chamado controlo parental. Não devemos, no entanto, proibir os funcionários de uma empresa de espreitar a Web, desde que isso não implique uma quebra de produtividade.Há empresas que não permitem, por exemplo, o acesso a informação desportiva diariamente, mas reservam uma pausa, semelhante à que se costuma fazer para o café, para os funcionários poderem ir à Internet ver as suas contas de email pessoais e consultar alguns site de interesse. Assim como nas escolas. Professores, pais e amigos devem conversar sobre esta temática com maior frequência e estarem atentos a todos os passos dos mais novos sem que isso se torne, no entanto, um bicho-de-sete-cabeças. A conversa com os adolescentes deve ser descontraída, mostrando alguma preocupação com a perversão existente no meio. Mas não deve ser alarmante, pelo contrário. Deve ser uma conversa banal como outra qualquer.

Aconselho a todos que sigam atentamente o trabalho que Marian Merritt tem desenvolvido nesta área (http://us.norton.com/familyresources/index.jsp) e verão como é fácil e simples lidar com estes problemas.

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Conversas Com O “Barbudo” (ensaios literários)

Este caminho que faço é em sempre com a intenção de provocar o bem estar nos outros. Às vezes esqueço-me de viver em prol de mim ou do que sinto, porque me preocupo sempre primeiro com os outros. Mas quase sempre sou surpreendido com a acusação de que não cuidei bem do que prometi ou insinuei cuidar. Mesmo sem me comprometer demasiado, dou  sempre comigo em divida para com os outros, ou pelo menos disso me acusam. Não sei mas não consigo parar de puxar quem acho que deve ser puxado e lutar por quem acredito.  Mas cada vez mais cedo desisto…

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O Mundo Tecnológico em Ebulição.

Coma a aposta nas aplicações móveis em alguns casos como se de um a tábua de salvação se tratasse. Com empresas a dedicarem-se em exclusivo a produção das mesmas sem acautelar os restantes negócios. Com os números de vendas do Ipad 2, que e esgotou no primeiro fim-de-semana. Com as marcadas a produzirem equipamentos para suportar esta nova forma de obter e gerir informação. Com as editoras a apostarem tudo neste novo formato, querendo estar na linha da frente sem qualquer excitação. De facto o mundo tecnológico está em ebulição positiva, esperemos que não rebente a bolha.

Estamos perante um novo paradigma a Apple revolucionou o mundo da tecnologia e deu-lhe uma nova vida. As redes sociais tornam-se de grande importância para os povos, permitindo que estes comuniquem em tempo real.

No decorrer do ano 2000, assistimos a este processo com o desenvolvimento de um conjunto de projectos Web, e o nascimento de um elevado número de stratups, que acabaram por resultar mal. É certo que as más experiencias nos dão bons ensinamentos, e que a crise financeira mundial que atravessámos, não irá permitir que se torne a repetir semelhante desastre.

Hoje existe uma cultura empresarial mais ponderada, e a geração que esta a frente da maioria dos projectos e “startups” é uma geração qualificada, e que tem a noção certa de para onde quer ir. Encontramos hoje um conjunto de jovens criadores e gestores de plataformas tecnológica a procura do seu espaço no mundo. Julgo que em definitivo gamos uma cultura empresarial que nós permite ter uma visão dos negócios tecnológicos diferente da do passado. Hoje quando se desenvolve uma estratégia para um projecto tecnológico faz parte integrante a internacionalização do mesmo, não como uma forma de expandir o negócio numa segunda fase, mas sim como forma de sustentar o mesmo logo a partida. Somando isto ao talento que fomos produzindo nos últimos anos, os portugueses podem afirmam-se no mundo através das suas qualificações. Ao contrário de muitas coisas que por aí se têm ouvido, hoje não somos um País de doutores e engenheiros por si só, somos um País de gente qualificada capaz de desenvolver valor acrescentado. Nos projectos tecnológicos isto é notório. Falta agora uma estratégia mais objectiva e dedicada para tornar forte esta realidade.

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A Ajuda Chinesa.

Este fim-de-semana observei com alguma atenção um fenómeno recorrente nesta época, estou a falar-vos dos “Saldos”. Não sendo uma surpresa total a correria das pessoas a este evento sazonal do comércio, fiquei surpreendido com um fenómeno que pelo menos eu, ainda não me tinha apercebido. O número de chineses que existem em Portugal, e que se dirigem a este evento. Depois de uma passagem por vários pontos de Lisboa onde se encontram as grandes e conhecidas superfícies comercias, Com o “Colombo”, “Vasco da Gama” e El Corte Inglés”. Pude confirmar que em todos estes espaços se encontravam centenas de jovens Chineses que falavam Português como sua segunda língua. São de facto uma segunda geração de emigrantes Chineses que escolheu Portugal para trabalhar. Tive o cuidado de reparar no seu comportamento, sim com uma atitude desconfiada e pouco própria de um democrata, mas para que esconde-lo fui mesmo assim que os observei. Fiquei muito contente ao perceber que são pessoas com bom gosto, conversas inteligentes, que na maior dos casos praticam a língua de “Camões” entre eles.
É curioso perceber que para além das compra da divida externa Portuguesa por parte do estado Chinês, os seus emigrantes também se empenham e dar uma ajuda a nossa economia.

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Fantástico!

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Use bem a Web, por favor. Proteja-se!

Há poucos dias encontrei uma amiga num evento público e, como já não a via há algum tempo, sentei-me ao seu lado e cumprimentei-a com o entusiasmo de quem encontra alguém com quem não está há vários meses. Fiz-lhe a pergunta da praxe: então como estás? E de imediato eu próprio respondi. «Estás bem. Estiveste em Bruxelas uma semana, chegaste em cima do dia do aniversário do teu filho, que te encheu de perguntas e frases surpreendentes, – está mesmo a crescer o puto -  a tua mãe está óptima e cada vez mais nova». Devo dizer que não estava com esta minha amiga há mais de seis meses e não tinha falado com ninguém próximo dela entretanto.

Aqui está um dos maiores perigos da Web. Expormos toda a nossa vida, o que fazemos, o que somos, por onde andamos… Mas não ficamos contentes em nos expor ao mundo só a nós. Atrás levamos connosco os nossos filhos, familiares e amigos mais próximos, sem qualquer cuidado nem respeito. Quantos de nós colocam uma fotografia na Web ao dispor de toda a gente tirada em casa de um amigo sem lhe perguntar se podemos? Quando alguém se prontifica a solicitar que tirem a foto que publicaram porque quer preservar a sua identidade e intimidade perante quem não conhece é imediatamente rotulado de tudo e mais alguma coisa. Nunca tem razão, surgem logo as vozes de que está desenquadrado da realidade, não se modernizou e mais um conjunto de outras barbaridades.

São estes mesmos arautos da modernidade e conhecedores absolutos da tecnologia que ajudam os seus filhos a criar perfis nas redes sociais mentindo a idade e noutros dados. No entanto, fazem-no cheios de moral vazia e, com uma vaidade absurda, fazem questão de lembrar que controlam tudo e que jamais os seus filhos se vão aventurar a usar a Web sem seu conhecimento. O que me preocupa não é a burrice atroz deste tipo de pessoas mas sim o perigo em que colocam os seus filhos, familiares e amigos.

Hoje existe um conjunto de perigos, que pelo mau hábito e displicência no uso da Web, cria fenómenos tenebrosos. Não estou a exagerar nem a extremar uma posição, estou a alertar para uma realidade que se não começar a estar presente na consciência de todos pode tornar-se incontrolável. Senão vejamos números e relatórios dos que trabalham diariamente para construir soluções de protecção para computadores e para navegar na Internet.

Aproveite esta quadra natalícia e faça uma pausa, passe mais tempo com os seus amigos e familiares, deixe de estar permanentemente a contar a sua vida a quem não se interessa por ela e alerte para os perigos que correm os que não usam bem a Web. E em vez de “postar” na sua rede social um feliz natal, faça tudo para o fazer pessoalmente.

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