Sep 28 2004

A Caminho de Barcelos

Faz-se luz sobre as cabeças iluminadas, e aqueles que outrora defendiam as eleições directas no PPD/PSD, dão a mão a palmatória e vem o quanto são injustas, e de nada valem. Porque tudo fica em causa, tem de pedir favores a quem não consideram e menosprezam, para tranquilamente se fazer eleger.


Sep 25 2004

Uma boa iniciativa, estragada pela pequenez.

Ontem visitei na Rua de S.Bento a iniciativa promovida pelos antiquários da mesma e a Câmara Municipal de Lisboa. Esta iniciativa pretende promover o comércio de antiguidades, e realiza-se desde quinta-feira passada até domingo, tem as suas portas abertas até a meia-noite.
E lá estavam os antiquários de portas abertas prontos receber quem passa, simpatia e disponibilidade para responder a qualquer dúvida mesmo que esta fosse de mera curiosidade, na sua maioria os comerciantes convidavam mesmo quem entrasse nos seus espaços a tomar um copo ou a trincar brigadeiro. Esta iniciativa tinha ainda um tema para alem do seu propósito, o “Oriente”. Nas ruas rapazes e raparias trajados a rigor, levavam-nos através  da dança ao Oriente.
Se parasse por aqui, para quem não passou pela rua de S.Bento por estes dias, provavelmente ficava com a ideia de que teria sido um evento agradável mas não foi, tirando da porta dos antiquiros para dentro, é que a rua não foi fechada ao trânsito, como estava cheia de gente e com os bailarinos imagine-se o caos, para ajudar a festa os caixotes de lixo na porta de cada edifício transbordavam, tornando ainda mais difícil quem se queria movimentar. Depois a juntar a desordem nas ruas, alguns pormenores de falta de visão. O museu Amália por exemplo estava encerrado, os varredores começaram a chegar para limpar as ruas ainda eram 11:20, enfim é pena que o espírito de iniciativa de uns seja boicotado pela pequenez de outros.

Sep 23 2004

Solidariedade

Image(377) É nos piores momentos da nossa vida que precisamos dos amigos. E eu não poderia deixar de expressar, a minha sentida tristeza, pela dor que neste momento devem estar a sentir, o Fernando, a Marlene, o Sérgio e o André. Que tanto sofrem pelo Campeão (FCP), mas eu sempre lhes disse, que quanto mais alto maior é a queda, e que o FCP tinha subiu alto demais. Força continuem a lutar eu estarei sempre do vosso lado.

 


Sep 22 2004

Trapalhada Total

Antes de mais quero pedir as minhas desculpas aos professores, pela minha errada avaliação no post anterior. Reconheço agora que foi um erro brutal avaliar a classe profissional de professores pelos comportamentos do seu sindicato, mantenho assim as mesmas criticas mas dirigidas a FENPORF, que no meu entender tem feito um mau trabalho na ao serviço dos interesses da classe, e do sistema de educação em Portugal.



Quanto a questão de fundo, o processo de colocação dos professores só posso dizer que estamos perante uma enorme trapalhada e incompetência por parte do Ministério da Educação e da própria Ministra, mas como diz Gabriel Silva no blasfémia, “É possivelmente a mais grave crise de confiança no Estado por parte de significativa parte da população.”. E ninguém se importa com isso, toda a gente fala mas ninguém reage. Tenho quase a certeza que mais uma vez a culpa vai morrer solteira.



“Pobre país. O nosso.”

A Ler: Blasfémia


Sep 16 2004

Discussão Despropositada

Parece-me completamente despropositada a discussão sobre abertura do ano-lectivo.

Em pleno século XXI, num país onde se elege como prioridade a rápida evolução científica e tecnológica, ainda não se conseguiu implantar um sistema de educação que funcione com o mínimo de qualidade. E por mais que existam argumentos e criticas aos vários governos de Portugal, a culpa do mau funcionamento do sistema educativo só tem um responsável, os directamente ligados a ele, que não são capazes de pensar globalmente sem servir o seu próprio interesse, e estão pouco preocupados com a qualidade do mesmo, querem é ficar colocados numa escola perto de casa, ou da sua empresa.


O conceito de profissional da educação em Portugal esta longe de atingir níveis dignos de um pais civilizado.


Sep 15 2004

A mediocridade dos homens.

O Bloco de Esquerda (BE), partido que faz da politica um palco de circense, usando métodos pouco saudáveis para a democracia portuguesa. Mais uma vez usou a força da brutalidade intelectual, para uma acção despropositada e descabida que só interessa a quem não tem escrúpulos e valores verdadeiramente democráticos. A invasão da representante do BE  na reunião de ontem do Executivo da Câmara Municipal do Porto, só envergonha quem deseja de Portugal um Pais livre da mediocridade dos homens.



A resposta sensata e equilibrada do Secretario Geral do PSD leva-me a ter razoes para continuar a acreditar em Portugal.

Miguel Relvas em Comunicado:

Bloco de Esquerda invade reunião do executivo da Câmara do Porto



«De uma forma insólita em Democracia, a única representante do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal do Porto invadiu hoje a reunião do Executivo e recusou-se a sair. A reunião teve de ser adiada, porquanto para tirar a referida senhora da sala das sessões, teria de ser necessária a intervenção da polícia. (14 Set 04)



O Bloco de Esquerda não teve votos suficientes para ser eleito para o Executivo da segunda cidade do País ou seja não mereceu a confiança do povo portuense para ser seu representante.



É do ponto de vista democrático totalmente inadmissível que um partido político faça tábua rasa dos resultados eleitorais e tente entrar à força para o órgão para o qual não conseguiu entrar pela natural via democrática.



O Bloco de Esquerda está habituado a tudo fazer para conseguir ser notícia e procurar ter presença permanentemente assegurada na comunicação social. Hoje o BE passou claramente os limites.


O Secretário-geral do PSD repudia vivamente a invasão que o BE hoje protagonizou na Câmara do Porto e afirma a sua concordância com a decisão de anular a reunião do Executivo portuense, em vez da chamada das forças da ordem à sala das sessões. Esse seria o espectáculo degradante que o BE procurava conseguir no âmbito da sua falta de respeito pela vontade popular.


Sep 15 2004

Eu

Tenho sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Porque nada tenho a perder

Há uma enorme festa nas ruas
De vez em quando aparece a polícia e tenta prender
Matar toda a gente
Sobretudo quando nos aventuramos pelos bairros residenciais
Onde pessoas aterrorizadas fingem que tudo vai bem
Encarceradas frente à televisão
Quando partimos uma montra ou saqueamos uma loja
Quando atacamos colunas de assalariados
O truque é ter um bom veículo para a fuga
Recolher rapidamente ao nosso território Às ruínas
E partilhar os despojos

Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder

Sei que um dia, mais cedo ou mais tarde
Também eu acabarei por morrer
Mas se hei-de esperar a morte na solidão do quarto
No conforto asséptico do isolamento
Antes então o gume da liberdade
Entregar-me à vida perdidamente

Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder

NADA A PERDER
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]


Sep 14 2004

O Barnabé tem razão.


Sep 14 2004

Hoje de repente sem se quer saber como, dei comigo ao telefone com a mulher dos meus sonhos, aquela que imortalizei, nas páginas do livro que não consigo terminar.

Do outro lado lá estava uma mulher doce e feliz como sempre a conhecera. Já casada mãe de uma menina de 4 meses.

Dei comigo em lágrimas de alegria e emoção. Finalmente posso terminar o meu livro, mesmo que isso implique refazer a história.


Sep 7 2004

Para a minha amiga Mariana.

Existem pessoas que estão sempre presentes na nossa vida, mesmo que o tempo não deixe cimentar uma forte amizade, e que as distancias não permitam que estejamos mais vezes juntos.



Isto acontece comigo reactivamente a Mariana uma amiga por quem tenho um especial carinho, apreço e um respeito enorme.

Pelos 28 anos completados ontem, deixo-lhe aqui uma simbólica prenda de aniversário. Um poema que escrevi no dia em que a conheci.





Voz doce prende-me a atenção,

Conversa tranquila e intelegente deixa-me desperto,

Face de traços meigos, olhos de emoção

Sorriso rasgado para vida.

 

O chão insiste em fugir-me dos pés,

Trago grande amargura dentro de mim,

Mas ao ver tamanho sorriso,

Sinto vontade de ficar aqui para sempre.



Junto ao douro, junto a vida, junto a mim,

Terei sempre para quem olhar,

Mesmo que um dia esteja longe,

Sei que existe alguém, que vive a sorrir.