Arquivo | 15. Set, 2004

A mediocridade dos homens.

O Bloco de Esquerda (BE), partido que faz da politica um palco de circense, usando métodos pouco saudáveis para a democracia portuguesa. Mais uma vez usou a força da brutalidade intelectual, para uma acção despropositada e descabida que só interessa a quem não tem escrúpulos e valores verdadeiramente democráticos. A invasão da representante do BE  na reunião de ontem do Executivo da Câmara Municipal do Porto, só envergonha quem deseja de Portugal um Pais livre da mediocridade dos homens.



A resposta sensata e equilibrada do Secretario Geral do PSD leva-me a ter razoes para continuar a acreditar em Portugal.

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Eu

Tenho sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Porque nada tenho a perder

Há uma enorme festa nas ruas
De vez em quando aparece a polícia e tenta prender
Matar toda a gente
Sobretudo quando nos aventuramos pelos bairros residenciais
Onde pessoas aterrorizadas fingem que tudo vai bem
Encarceradas frente à televisão
Quando partimos uma montra ou saqueamos uma loja
Quando atacamos colunas de assalariados
O truque é ter um bom veículo para a fuga
Recolher rapidamente ao nosso território Às ruínas
E partilhar os despojos

Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder

Sei que um dia, mais cedo ou mais tarde
Também eu acabarei por morrer
Mas se hei-de esperar a morte na solidão do quarto
No conforto asséptico do isolamento
Antes então o gume da liberdade
Entregar-me à vida perdidamente

Há sempre uma garrafa para beber
E uma mulher para amar
Quando nada se tem a perder

NADA A PERDER
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]

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