Feb
24
2005
Vem aí novos tempos, tempos de novas políticas de novas atitudes.
Não confio, em quem conduz este tempo, em quem decide, em quem pode influenciar o caminho novo para Portugal.
Por isso tenho uma certeza, a batalha tem de se fazer dia a dia, sem receios, confrontando proposta a proposta, alterando cada uma das propostas que se considere menos própria para um novo Portugal. Vais ser difícil encontrar um equilíbrio, mas seja quem for o líder do PSD, tem de ser suficientemente inteligente, hábil e acutilante para contra-propor, propor e, fazer valer ideias validas e credíveis para um melhor Portugal.
O congresso do PSD tem de ser o congresso das bases, das ideias bem definidas. Não adianta ir para congresso sem discutir ideias em cada secção ou concelhia, sem ouvir o que cada um dos militantes quer e pensa o que deve ser o futuro. Só assim podemos dar um grande passo, e conseguir dar verdadeira dimensão ao PSD. Depois de estarmos bem esclarecidos do que cada um de nós quer para o PSD, e para Portugal. Temos de ouvir a sociedade civil, e perguntar-lhe directamente o que espera, e o quer do PSD para o futuro. Sem estes princípios básicos, dificilmente conseguiremos construir um Portugal de Futuro.
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Feb
23
2005
Em Julho de 2004 coloquei este poema de Al Berto no meu blog, pareceu-me na altura o ideal para descrever o momento político. Sete meses depois embora possa parecer que tudo mudou, para mim tudo está na mesma e a caminhar para pior. Nada mudou, o meu sentimento sobre o momento político em Portugal é ainda mais pessimista, e este poema faz agora ainda mais sentido. Por isso aqui fica.
cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que este milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração
dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca
o vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina
a seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-se
na brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas
em toda a extensão das veias e dos tendões
quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade
Al Berto
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Feb
11
2005
Ontem depois de um dia cheio, já tarde (22:50), completamente acabado, e morto de fome. Procurei no centro de Cascais um Restaurante para jantar. O meu almoço tinha sido uma metade de uma fatia de pizza fria. Em pleno centro de Cascais e tirando um Restaurante com serviço fora de horas que pratica preços fora do alcance da minha carteira, nenhum mas nenhum Restaurante me serviu uma sopa sequer.
- Estamos fechados.
- OH amigo já é hora mas de ir dormir.
- Nem pensar. Uma Sandes? Não tenho pão de hoje.
Enfim para além de ninguém me servir fosse o que fosse, ainda as respostas cheias de gozo e ironia, que aumentavam os meus nervos, mas como a fome apertava, tentei mais um outro Restaurante. Respirei fundo, abri um sorriso e entrei.
Já com as luzes de meia sala apagadas, de chave do carro na mão e casacos vestidos, quatro pessoas sem que eu dissesse uma palavra, tiram os casacos, vestem uns aventais e dirigem-se aos seus postos. Uma senhora simpática fica na minha frente e diz:
- Senhor onde se vai querer sentar.
Olhei em volta, o restaurante era agradável, sentei-me e pedi, comi muito bem. Aliás deliciei-me. Fui muito bem atendido ao ponto de ter deixado uma gratificação bem alta.
Mas a minha revolta não passou, de barriga cheia ao sair do restaurante constato que todo está fechado a minha volta, todo o que é gerido por portugueses. Menos um Pub inglês gerido por um inglês e o restaurante onde jantei que era de cozinha indiana e gerido por indianos.
É triste mas é o que temos.
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Feb
7
2005
O Carnaval em Portugal é um símbolo bem visível de que não somos uma sociedade evoluída e criativa. Buscamos as tradições de outros o que demonstra que ao longo dos anos não evoluímos de forma a construir ou desenvolver o nosso próprio conceito de Carnaval. Mas pior ainda é copiar um modelo, que pertence a um país com um clima bem diferente do nosso, que se traduz em pobreza total. Os desfiles de Carnaval de norte a sul de Portugal não são criativos nem apetecíveis para ninguém. Podíamos ou menos ter copiado ou introduzido tradições mais europeias como a de Veneza, mas as ligações com o Brasil provavelmente levaram-nos a cometer o erro de nos expormos ao ridículo de Carnaval em Carnaval. Pior é que as autarquias locais gastam rios de dinheiro com os tristes desfiles de Carnaval, dinheiro que é de todos e que poderia ser gasto de forma mais criativa. Ainda mais que não sendo o Carnaval uma pertença da nossa identidade cultural, podemos criar um Carnaval próprio que não exponha ao ridículo as populações. Alguma coisa que tenha a ver mais connosco, ou será que não somos capaz de fazer melhor que os outros? Claro que somos, tenho a certeza se derem liberdade a quem hoje se dedica aos desfiles de Carnaval a criar algo diferente, teremos um grande Carnaval Português. Que não passará de certeza pelo samba.
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Feb
7
2005
Depois de alguns dias longe da escrita, estou de volta e cheio de vontade partilhar este meu mundo convosco. Algumas mudanças significativas, novos interesses, mas a mesma forma de olhar o mundo. As responsabilidades profissionais e a ligação a Madrid nestes últimos meses, fazem-me olhar com outra perspectiva para os meus interesses, alimentado a esperança de que cada vez mais posso contribuir para um Portugal mais eficaz e produtivo.
A confiança que a administração do Grupo que dirijo, diariamente deposita nas minhas mãos é apenas a constatação de que em Portugal tal e qual como em qualquer outro país com trabalho, dedicação, e afinco tudo se consegue. O espírito tem de ser sempre o mesmo, criar empresas sólidas e rentáveis, que produzam mais valias a terceiros, e que criem emprego sustentável. Este é o papel que qualquer empresa tem de ter numa sociedade moderna.
Com o pais a viver um momento que deveria ser de viragem, as opções relacionas com a produtividade, criação de emprego e opções estratégicas, deveriam ter mais tempo de debate e discussão, para que quem realmente quer um Portugal melhor possa fazer uma opção assente em objectivos claros.
Depois de uma analise cuidada aos programas de governo, sinto claramente que o aquele que mais perspectiva o futuro de Portugal é sem dúvida o apresentado pelo meu Partido, é obvio que esta minha analise não é propriamente coroada de isenção, no entanto partindo do principio que por de trás do programa apresentado pelo PSD está António Mexia, homem conhecedor da realidade empresarial mundial, deixa-me tranquilo quanto as duvidas que poderia colocar no que toca a por em prática determinadas medidas apresentadas. E vou mais longe entendo que o PSD tem programa para Governar sozinho, mesmo sabendo que poderá ser tarefa quase impossível de realizar. Com uma equipa credível, experiente e conhecedora da realidade empresarial, colocar Portugal no ranking dos 10 primeiros da União Europeia e exequível, e só o é com este Programa de Governo.
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