Mar
24
2005
Ontem ao mostrar-te, cada recanto da casa dos nossos amigos,
Pensei o quanto me poderias fazer feliz,
O ver-te sorrir de forma pura e humilde,
Pensei o quanto me poderias fazer feliz,
Ontem ao ver-te descrever o teu dia a dia,
Pensei o quanto seria feliz a teu lado,
O encanto que tens, ao descrever o que amas na vida,
Faz-me pensar que a teu lado sería feliz,
Mas nenhum tipo de felicidade se tem assim, apenas só por querer,
Vou então mergulhar no teu mundo,
Dar-me a conhecer, para que possas ter a certeza,
Que a meu lado serás feliz.
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Mar
16
2005
Ao descer a Gran Via, encontro, uma jovem militante do PSD, de quem nada sabia há anos. Um sorriso aberto, olhos azuis cheios de brilho, cabeça bem levantada. Energia quanto baste para estar a fazer um mestrado, e a trabalhar num banco. Energia quanto baste para ser mais uma profissional de qualidade a dar cartas fora de Portugal. Energia quanto baste para se preparar, para que onde quando regressar possa fazer mais e melhor pelo seu Pais. Mas se todos pensarmos assim nunca Portugal será melhor.
Poi é, mas os que ficam também demonstram não ter vontade de mudar, e tornam-se num enorme entrave aos que o querem fazer.
Portugal tem mesmo de mudar e é já. Não basta colocar grandes tarjas a publicitárias. Temos mesmo de ser melhores. E temos condições para sê-lo.
Se mudarmos a forma de estar, e de querer, e isso começa por uma completa reforma na classe política portuguesa. Pois é, contar factos…
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Mar
7
2005
Canso-me? A labuta diária faz-me esquecer a política, faz-me perder a vontade de lutar por aqueles que julgo precisarem do meu esforço e do meu empenho. Faz-me pensar, mas afinal quem sou eu para julgar que posso dar aos outros seja lá o que for? Nem um ego imenso que assumo ter me anima para a luta. Estou desolado com o que vejo, desespero com o que ouço, farto-me rápido das hipocrisias que alguns diariamente praticam para sobreviver nesta idiotice, que é julgar que ter poder pode ser bom. Bom para si próprio, bom para os amigos, bom para os mais próximos, bom para a sua área profissional e só. Praticar bem em nome de sei lá do quê, e não ser contestado, e quando alguém o contesta, é porque perdeu o juízo. Sinto-me cansado de ver sempre as mesmas ideias a não serem levadas em frente, de ver sempre os mesmos políticos a dizer sempre as mesmas coisas. De ver sempre os mesmos a protestar apenas porque não estão no poder. Não se discutem ideias, não se traçam objectivos, não se cumprem prazos, não se evolui, não se muda a bandeira, não se altera o hino, não se legisla melhor, nem pior. O sistema eleitoral é criticado por todos, ninguém o altera, a lei eleitoral é injusta e desajustada, ninguém quer saber, a reforma administrativa tem de se fazer sempre com muita urgência e nada todo parado. A educação é o pilar principal do homem, no entanto está a cair aos bocados onde já se vê o ferro do betão, e ninguém quer pegar na colher e passar mais cimento. O sistema de saúde é, o deixa andar.
“- Eu não estou doente e quando estiver, tenho um bom seguro de saúde.”
Esta panóplia de falta de visão, coerência politica e sentido de estado, quase me levam a desistir, e já não é a primeira vez que me acontece isto, sempre que passo uma noite em claro a tentar delinear umas linhas sobre o que penso ser um importante contributo para o desenvolvimento de Portugal, me ocorrem todas estas questões, que me cansam.
Mas depois lembro-me sempre que se eu lá estiver, e algumas pessoas me ouvirem, tiro algum palco aos patetas do oportunismo, que com um discurso fácil e demagogo, tentam subverter algumas mentes menos esclarecidas. Que faço parte de uma comissão politica de uma secção de um grande partido, e que nela estou rodeado de pessoas, que pensam como eu e que não as posso de forma alguma desiludir. Porque acreditamos que menos um de nos pode vir a ser mais um dos que estão pelo oportunismo. Porque de forma leal pensamos em Portugal.
Por estas razões, pelo amor que tenho a Portugal, e pela Social-democracia (tal como a entendo), estarei de corpo, alma e voz bem alta no dia 8,9 e 10 no Pombal. Não me canso de lutar por Portugal.
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Mar
5
2005
Entre risos e palhaçadas, brincadeiras bem dispostas, gente engraçada e bonita. Gente que sabe estar. Conversas com sentido, amigos que regressam do tempo perdido. Gente que não se conhece mas que se entende. Rir, voar, sonhar. Dar e receber. Partilhar o bem-estar em nós encontramos.
Este momento pode acontecer quando menos esperamos e, é das melhores sensações que um homem pode ter.
A mim aconteceu-me ontem, e acreditem que me sinto mais feliz do que já era, não só por mim, mas por todos os que estavam a minha volta. É bom saber que estamos bem, que a vida nos corre da forma que desejamos. Mas é bom não esquecer, por aquilo que passamos, pelos erros que cometemos, e sorrir com a certeza de que não os voltaremos a cometer.
Estou muito feliz por saber que ainda tenho folego para ser criança, que ainda sei pular, dançar e cantar, com a mesma inocência dos dias da adolescência. Estou feliz pronto.
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