Arquivo | Abril, 2005

OUSAR SONHAR

O blog “Ousar Sonhar” tem novos textos. Actualizado, participado e interessante. Parabéns a todos.

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Eis o meu estado de espirito.

Valsa dum homem carente

Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo

Se alguma vez me vires fazer
figuras teatrais
dignas dum palhaço pobre
sou eu a dançar a mais nobre
das danças nupciais
vê minhas plumas cardeais
em todo o seu esplendor
sou eu, sou eu, nem mais
a suplicar o teu amor


É a dança mais pungente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente


de: Carlo Tê escrito para CD “Norte” de Jorge Palma


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Nem tudo é o que nos querem fazer parecer que seja.

Porque a Ana Sofia é uma pessoa de que gosto e me respondeu com a maior das dignidades, destaco aqui a seu comentário. Acrescentado ainda, que bom seria que a politica fosse sempre assim, feita por pessoas, tranquilas, resolvidas, e acima de tudo com convicções serias, e objectivas. Obrigado Sofia por seres tu mesma.

  Escrito por: Ana Sofia Bettencourt às 2005/04/14 - 22:32

Caro João,

Nem tudo é o que nos querem fazer parecer que seja.

Não imaginas como aprecio a forma clara e directa com que escreves tudo isto. Digo-te que, tal como tu, também eu acho que a política tem regras e que os órgãos do partido terão de se pronunciar sobre as candidaturas autárquicas, quando o presidente do nosso partido assim o entender. Como tu bem sabes, não se pode fazer parte de uma equipa apenas para participar nos momentos bons! Não podemos ter o melhor de dois mundos. Estar e não estar… indo estando!

Aquilo que escreveste, no meu conceito de politica, encaixa-te no perfil daqueles que têm medo de fazer opções, dos que, calculistamente, se resguardam por terem medo de afirmar o que quer seja quando as certezas não estão no caminho que há a percorrer.

Bem sabes, João, que não condiciono ninguém! Nunca o fiz e nunca o farei. Digo e sempre disse, de forma directa e clara, o que acho e o que penso e gostava que os outros também tivessem essa postura. Não porque isso egoisticamente me agrade, mas porque na vida e, em especial, na política, a reserva mental é sinónimo de princípios flexíveis e moldáveis. O carácter, os princípios e as causas das pessoas são revelados, acima de tudo, pela honestidade mental consigo próprios e para com os outros.

Porque a minha vida é guiada pelo que aqui te escrevo, digo-te que não condiciono, como nunca condicionei (far-me-ás essa justiça), ninguém. Acredito na liberdade de opção que cada ser, individualmente, tem, com especial ênfase quando se trata de um político. Mas todos os actos têm, necessariamente, consequências. Quando optamos por fazer parte de uma equipa, sabemos à partida que as nossas acções têm reflexos e consequências nas outras pessoas. Por isso, e tendo, obviamente, liberdade para decidir TUDO, cada um deve fazer o que a consciência lhe dita, sendo que, feita a opção, ou se está ou não se está. Na certeza que não se pode ir estando! Se estar significa ir contra os princípios ou suas crenças de cada um, então quando se faz a opção inicial deve-se decidir, em coerência, não entrar num projecto que violente a sua consciência.

É certo que por vezes as pessoas mudam de perspectiva, de opinião, depois de terem feito uma opção. Mas também aí têm liberdade de escolha! Podem, livremente, e sem problemas, deixar de estar, assumindo que deixaram de acreditar na EQUIPA. Não é, moralmente, possível a alguém ter o melhor de dois mundos que sejam antagónicos à luz da sua consciência, sob pena de hipotecar os seus princípios e a sua honestidade intelectual.

A vida é, efectivamente, feita de opções.

A liberdade de cada um termina onde começa a do outro e em tempo algum se podem interferir mutuamente. Por isso, sem dramas, a atenção não deve estar em mim mas sim em quem não querendo estar vai estando. Assim seria correcto!

Esta sou eu, fiel a mim própria.

Escrito por: Ana Sofia Bettencourt às 2005/04/14 - 22:32

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O Lider é Luís Marques Mendes.

Parece que tinha razão quando decidi não comentar o Congresso do PSD de imediato.
Há coisas que nem dão para acreditar mas são reais. Venham as teorias que vierem, o meio político português, está gravemente infectado. Já o disse, varias vezes, tenho uma enorme vontade de deixar a política de lado de uma vez por todas, mas também já deixei bem claro que não se pode combater determinas situações de fora. Como diria o meu avô, “quem está de fora não racha lenha”. Eu quero racha-la.
Lamento que alguns fiquem muito incomodados com o que vou dizer, mas eu sou assim e não sei estar de outra maneira. O congresso ditou que Luís Marques Mendes era o líder do PSD, ou seja o homem que vai levar o PSD ao poder, não ao poder pelo poder, mas sim ao poder que permite por em pratica politicas, ideias, métodos e formas, para que a vida dos portugueses se torne melhor. Assim como levar Portugal ao topo da Europa. Eu acredito que Luís Marques Mendes seja capaz de o fazer. Mas é necessário que o partido esteja unido, e que o deixe decidir com a tranquilidade necessária. Traçar uma estratégia autárquica é o primeiro desafio de Marques Mendes, para isso não deve ser condicionado. Lamentavelmente já o começaram a tentar fazer, e da pior forma possível, assim não vamos conseguir.

No que diz respeito a Lisboa, é inadmissível que algumas pessoas por quem até tenho algum apreço e até amizade, como a Helena Lopes da Costa ou a Ana Sofia Bettencourt, tentem desesperadamente, e da maneira mais disparatada, condicionar a decisão do líder.

Seja qual for o candidato, para a cidade de Lisboa tem de ser Marques Mendes a escolher. Porque, reforça, legitima e da credibilidade.
Nunca o Dr. Marques Mendes disse que Pedro Santana Lopes não seria o candidato para Lisboa. Por isto não posso de forma alguma entender o porquê de tantos nervos. Fico com a sensação de que se está a travar uma luta pela sobrevivência que não pode de maneira nenhuma ser aceite. Como tal a consequência deve ser apenas uma, com Pedro Santana Lopes ou sem Pedro Santana Lopes, sim porque apesar de tudo ainda ninguém, me conseguiu provar que não é a melhor solução para a Cidade e para o PSD. Helena Lopes da Costa e Ana Sofia Bettencourt, não poderão voltar a ser vereadoras da Câmara Municipal de Lisboa.

Nota pessoal: Ana Sofia, continuo a acreditar num projecto de geração, continuo a acreditar nas tuas capacidades, continuo a respeitar-te como sempre, continuo a ter por ti muita amizade. Mas sabes os amigos não são para nos fazer rir, e nos dizer o que queremos ouvir, as palavras que te dirijo são sinceras. Só espero que um dia que falhe, ou erre poder também contar contigo. O que fizeste não cabe nas atitudes da nossa geração.

 

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Aviso

Amigos fui obrigado a apagar alguns comentários, só o faço porque quem os escreveu não se identificou. Todos as pessoas que quiserem criticar o que escrevo, podem faze-lo, mesmo que seja para me insultar, desde que não contenha linguagem obscena e que se identifiquem.  

Obrigado e bom dia.
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Ousar Sonhar

Este é um contributo para Portugal, acredito que só o PSD pode conduzir os destinos políticos de Portugal. Este contributo transmite aquilo que eu e um grupo de pessoas defendem ser importante para conduzir Portugal ao topo dos países europeus a nível, político, social e económico. 

Muito obrigado, Paulo Moreira, Paulo Santos Silva, Cristiana Calheiros, Álvaro Gonçalves, Pedro Denier, João Luís Barros, Luís Newton, João Miguel Ferreira, Jorge Freitas, Nelson Antunes, Miguel Moreira, Rodolfo Knapick, Jorge Teixeira dos Santos, Tânia Freire, Pedro Maduro e Filipa Ferreira. Está moção é vossa, acima de tudo é vossa.

Temos ainda que agradecer a Fátima, pelo magnífico contributo relativamente a Educação, foi direitinho ao que se pretendia. E ao Jorge no que diz a Reforma do Sistema Eleitoral. 

Próximo desafio é que o presidente do PSD eleito no congresso, inclua estas nossas ideias e propostas na sua estratégia. Estou convencido que o irá fazer. 
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Deus não ajuda os fracos de espírito

A minha amiga Mariana foi vítima da falta de civismo, competência e profissionalismo.


http://bidaosretalhos.blog.com//


Tratasse de um profissional de uma empresa sustentada por capitais do estado, logo dinheiro que meu e de todos. Pior ainda, esta empresa é recente, e não tem uma gestão exemplar nem digna de uma empresa de um país civilizado. Falo da
“Metro do Porto”, que em nada dignifica a cidade e as pessoas. Na atitude que tiveram com a Mariana, fica demonstrado que a “Metro do Porto”, não deu formação adequada aos seus profissionais, e que não fez uma selecção criteriosa dos mesmos.

Chega a ser triste viver num país, com gestores assim, funcionários assim, com gente assim. Mas eu não vou desistir porque amo Portugal, e como Deus não ajuda os fracos de espírito, resta-me acreditar que cada vez vai havendo menos.
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Recordações de Amor

“Sim, minhas vozes eram de Deus! Minhas vozes não me enganaram.”

                                                                                    Joana D’Arc 

As guerras que travaste, e a devoção a tua França em nome de Deus, não te permitiram amar, e agora que voltaste, julgas não ser quem procuras. Mas tenho a certeza que sou. E desta vez não te deixarei partir sem que me ames como nunca quiseste.

                                                                                             

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Apenas para Servir.

Concluída que está a redacção da moção, e neste momento a ser entregue. Só me resta agradecer o esforço de todos os membros da comissão politica de secção. Em especial a Cristiana Calheiros e ao Paulo Santos Silva. Agradecer ainda a colaboração preciosa de última hora do Jorge Azevedo, que em 20 minutos conseguiu sintetizar uma das principais ideias desta moção.

Mais do que agradecer, é importante dizer que este contributo que levamos ao Congresso é desprendido de quaisquer interesses pessoais. É um documento produzido, por gente esclarecida, e que tem a sua vida resolvida profissionalmente, gente que entende a politica como um serviço. Gente verdadeiramente social-democrata, gente que contribui diariamente para o desenvolvimento politico, social e económico de Portugal.

Gente que sabe o que é o mundo, gente que conhece a realidade. Gente que sente que está na hora de calar os que se aproveitam de Portugal. Apenas porque um dia foram a promessa de poder ser alguma coisa, e não perceberam que nada fizeram para crescer. Para se estar na política, só se pode estar com sentido de serviço, e ao fim de dezoito anos de militância, tenho o privilégio de pertencer a um grupo assim, com espírito de missão, vontade de servir, e acima de tudo, consciente das dificuldades inerentes  em ser-se assim. Estamos cá e dificilmente, nos derrotaram basta continuarmos juntos.

Obrigado Paulo por teres tido a inteligência de nos juntar a todos.

 

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