O Lider é Luís Marques Mendes.
Parece que tinha razão quando decidi não comentar o Congresso do PSD de imediato.
Há coisas que nem dão para acreditar mas são reais. Venham as teorias que vierem, o meio político português, está gravemente infectado. Já o disse, varias vezes, tenho uma enorme vontade de deixar a política de lado de uma vez por todas, mas também já deixei bem claro que não se pode combater determinas situações de fora. Como diria o meu avô, “quem está de fora não racha lenha”. Eu quero racha-la.
Lamento que alguns fiquem muito incomodados com o que vou dizer, mas eu sou assim e não sei estar de outra maneira. O congresso ditou que Luís Marques Mendes era o líder do PSD, ou seja o homem que vai levar o PSD ao poder, não ao poder pelo poder, mas sim ao poder que permite por em pratica politicas, ideias, métodos e formas, para que a vida dos portugueses se torne melhor. Assim como levar Portugal ao topo da Europa. Eu acredito que Luís Marques Mendes seja capaz de o fazer. Mas é necessário que o partido esteja unido, e que o deixe decidir com a tranquilidade necessária. Traçar uma estratégia autárquica é o primeiro desafio de Marques Mendes, para isso não deve ser condicionado. Lamentavelmente já o começaram a tentar fazer, e da pior forma possível, assim não vamos conseguir.
Há coisas que nem dão para acreditar mas são reais. Venham as teorias que vierem, o meio político português, está gravemente infectado. Já o disse, varias vezes, tenho uma enorme vontade de deixar a política de lado de uma vez por todas, mas também já deixei bem claro que não se pode combater determinas situações de fora. Como diria o meu avô, “quem está de fora não racha lenha”. Eu quero racha-la.
Lamento que alguns fiquem muito incomodados com o que vou dizer, mas eu sou assim e não sei estar de outra maneira. O congresso ditou que Luís Marques Mendes era o líder do PSD, ou seja o homem que vai levar o PSD ao poder, não ao poder pelo poder, mas sim ao poder que permite por em pratica politicas, ideias, métodos e formas, para que a vida dos portugueses se torne melhor. Assim como levar Portugal ao topo da Europa. Eu acredito que Luís Marques Mendes seja capaz de o fazer. Mas é necessário que o partido esteja unido, e que o deixe decidir com a tranquilidade necessária. Traçar uma estratégia autárquica é o primeiro desafio de Marques Mendes, para isso não deve ser condicionado. Lamentavelmente já o começaram a tentar fazer, e da pior forma possível, assim não vamos conseguir.
No que diz respeito a Lisboa, é inadmissível que algumas pessoas por quem até tenho algum apreço e até amizade, como a Helena Lopes da Costa ou a Ana Sofia Bettencourt, tentem desesperadamente, e da maneira mais disparatada, condicionar a decisão do líder.
Seja qual for o candidato, para a cidade de Lisboa tem de ser Marques Mendes a escolher. Porque, reforça, legitima e da credibilidade.
Nunca o Dr. Marques Mendes disse que Pedro Santana Lopes não seria o candidato para Lisboa. Por isto não posso de forma alguma entender o porquê de tantos nervos. Fico com a sensação de que se está a travar uma luta pela sobrevivência que não pode de maneira nenhuma ser aceite. Como tal a consequência deve ser apenas uma, com Pedro Santana Lopes ou sem Pedro Santana Lopes, sim porque apesar de tudo ainda ninguém, me conseguiu provar que não é a melhor solução para a Cidade e para o PSD. Helena Lopes da Costa e Ana Sofia Bettencourt, não poderão voltar a ser vereadoras da Câmara Municipal de Lisboa.
Nunca o Dr. Marques Mendes disse que Pedro Santana Lopes não seria o candidato para Lisboa. Por isto não posso de forma alguma entender o porquê de tantos nervos. Fico com a sensação de que se está a travar uma luta pela sobrevivência que não pode de maneira nenhuma ser aceite. Como tal a consequência deve ser apenas uma, com Pedro Santana Lopes ou sem Pedro Santana Lopes, sim porque apesar de tudo ainda ninguém, me conseguiu provar que não é a melhor solução para a Cidade e para o PSD. Helena Lopes da Costa e Ana Sofia Bettencourt, não poderão voltar a ser vereadoras da Câmara Municipal de Lisboa.
Nota pessoal: Ana Sofia, continuo a acreditar num projecto de geração, continuo a acreditar nas tuas capacidades, continuo a respeitar-te como sempre, continuo a ter por ti muita amizade. Mas sabes os amigos não são para nos fazer rir, e nos dizer o que queremos ouvir, as palavras que te dirijo são sinceras. Só espero que um dia que falhe, ou erre poder também contar contigo. O que fizeste não cabe nas atitudes da nossa geração.
As coisas nem sempre são o que parecem…
Mas recomendo a seguinte leitura de um artigo de opinião do CM:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=156731&idselect=93&idCanal=93&p=94
Assumo, hoje, um exercício típico e difícil dos jornais e dos analistas nos rescaldos dos Congresso dos PSD: a elencagem dos vencedores e vencidos.
Vencedores:
Bases Os congressistas foram livres e fizeram história com a maior votação de sempre do PSD: mais de 90%! Os militantes de base foram vibrantes e exemplares.
Luís Marques Mendes Foi eleito líder cinco anos depois de ter perdido um Congresso onde disputou a liderança. Venceu por uma pequena diferença? É verdade, mas Cavaco venceu na Figueira, em 1985, por uma dúzia de votos, e foi primeiro-ministro dez anos.
PSD Teve direito ao suspense, espectacularidade e mediatismo habituais e característicos dos seus Congressos. Teve debate e emoção.
António Borges Há 30 dias era um desconhecido no partido. Tem currículo, tem presença e tem discurso. Terá um papel importante no futuro.
Manuela Ferreira Leite Sai do Congresso sem uma crítica. Conseguiu ser determinante para a vitória de Marques Mendes. Foi eleita, com uma votação superior à do líder, presidente do Congresso.
Cavaco Silva Tal como em 85, quem apontou com clareza uma candidatura presidencial venceu. O apetite de vitórias ultrapassa todos os ressentimentos. O sucesso da década cavaquista é um referencial que pesa.
Helena Lopes da Costa, Marco Almeida, Marco António Costa, Virgilio Costa, Mendes Bota e Amilcar Mourão Dirigentes distritais que deram a cara por uma candidatura que ia ser esmagada. Saíram deste Congresso mais fortalecidos do que nunca.
José Eduardo Martins, Henrique Freitas, João Mota Lopes, Anibal Cabeça, Telmo Faria Jovens com muito talento e futuro. Transmitiram a esperança de que ainda existe ilusão, convicção e coragem.
Fernando Reis, Luís Todo Bom, Arlindo de Carvalho, Mota Veiga, Amorim Pereira Com muitas outras personalidades, deram o exemplo de quadros livres e descomprometidos.
Mota Amaral e Miguel Macedo Foram cumprimentar os derrotados. A euforia da vitória é compatível com a boa educação.
Durão Barroso Saiu incólume do Congresso. Está num patamar de respeitabilidade intocável.
Pedro Santana Lopes Conseguiu o direito à fotografia na galeria dos líderes. E continuará a andar por aí…
José Matos Correia e Nuno Morais Sarmento - Bons quadros, resguardados para o futuro.
Vencido:
Luís Filipe Menezes - Por uma vez, saio de um Congresso do PSD com a convicção de que há derrotas formais saborosas. Aos congressistas e às bases do meu Partido: obrigado pelo apoio.
Luís Filipe Menezes
Caro João,
Nem tudo é o que nos querem fazer parecer que seja.
Não imaginas como aprecio a forma clara e directa com que escreves tudo isto. Digo-te que, tal como tu, também eu acho que a política tem regras e que os órgãos do partido terão de se pronunciar sobre as candidaturas autárquicas, quando o presidente do nosso partido assim o entender. Como tu bem sabes, não se pode fazer parte de uma equipa apenas para participar nos momentos bons! Não podemos ter o melhor de dois mundos. Estar e não estar… indo estando!
Aquilo que escreveste, no meu conceito de politica, encaixa-te no perfil daqueles que têm medo de fazer opções, dos que, calculistamente, se resguardam por terem medo de afirmar o que quer seja quando as certezas não estão no caminho que há a percorrer.
Bem sabes, João, que não condiciono ninguém! Nunca o fiz e nunca o farei. Digo e sempre disse, de forma directa e clara, o que acho e o que penso e gostava que os outros também tivessem essa postura. Não porque isso egoisticamente me agrade, mas porque na vida e, em especial, na política, a reserva mental é sinónimo de princípios flexíveis e moldáveis. O carácter, os princípios e as causas das pessoas são revelados, acima de tudo, pela honestidade mental consigo próprios e para com os outros.
Porque a minha vida é guiada pelo que aqui te escrevo, digo-te que não condiciono, como nunca condicionei (far-me-ás essa justiça), ninguém. Acredito na liberdade de opção que cada ser, individualmente, tem, com especial ênfase quando se trata de um político. Mas todos os actos têm, necessariamente, consequências. Quando optamos por fazer parte de uma equipa, sabemos à partida que as nossas acções têm reflexos e consequências nas outras pessoas. Por isso, e tendo, obviamente, liberdade para decidir TUDO, cada um deve fazer o que a consciência lhe dita, sendo que, feita a opção, ou se está ou não se está. Na certeza que não se pode ir estando! Se estar significa ir contra os princípios ou suas crenças de cada um, então quando se faz a opção inicial deve-se decidir, em coerência, não entrar num projecto que violente a sua consciência.
É certo que por vezes as pessoas mudam de perspectiva, de opinião, depois de terem feito uma opção. Mas também aí têm liberdade de escolha! Podem, livremente, e sem problemas, deixar de estar, assumindo que deixaram de acreditar na EQUIPA. Não é, moralmente, possível a alguém ter o melhor de dois mundos que sejam antagónicos à luz da sua consciência, sob pena de hipotecar os seus princípios e a sua honestidade intelectual.
A vida é, efectivamente, feita de opções.
A liberdade de cada um termina onde começa a do outro e em tempo algum se podem interferir mutuamente. Por isso, sem dramas, a atenção não deve estar em mim mas sim em quem não querendo estar vai estando. Assim seria correcto!
Esta sou eu, fiel a mim própria.
Para onde queremos ir?…
Considero-me um indivíduo capaz de utilizar a razão, mas, até hoje, nunca consegui evitar de adicionar a emoção (coração) à maior parte daquilo que penso e faço. Mas eu sou e serei sempre assim!
Desde muito jovem que resolvi entrar na vida activa, queria ter a independência financeira e não só, para poder gozar e amar a vida da forma que mais me aprouvesse.
A verdade é que sou um apaixonado pelo trabalho e um exigente compulsivo, de tal forma que não me canso de tentar fazer cada vez mais e melhor…
Vem esta introdução a proposito da profunda indignação que sinto pelo caminho traçado nas últimas décadas por quem nos tem conduzido:
-Vejo uns queixarem-se dos vencimentos, mas ainda não desistiram dos empregos…
-Vejo outros queixarem-se das condições, mas ainda não tiveram coragem para
tomar as decisões…
-Vejo aqueles que se queixam da (in)competência, mas ainda não são capazes…
-Vejo os que se queixam do imobilismo, mas ainda não caminham…
-Vejo até os que se queixam de estar tudo na mesma, mas ainda não mudaram…
Não tenho experiência política, mas será que tê-la é sinónimo de tudo aquilo que não quero?
Se assim é, deixem-me estar como estou!!!
Já agora.
Não é que no passado fim-de-semana decorreu um Congresso do nosso Partido onde foi eleito um novo Presidente e respectivos Orgãos Nacionais?
E não é que é já no final deste ano que vamos ter eleições Autárquicas?
E também não é que, logo de seguida, vamos ter eleições Presidenciais?
Mas não é que…
Deveriamos deixar os novos Orgãos eleitos \"tomar conta\" do Partido?
Deveriamos estar a concentrar esforços na construção das equipas e das verdadeiras soluções futuras?
Ou é mais importante…
Condicionar as possíveis opções, invocando fidelidade a projectos que estão, neste momento, ultrapassados?
-Para onde, como e quando queremos ir???
Jorge Freitas
Militante da Secção D