May 30 2005

Um NON, a classe política Europeia.

A classe política europeia começa a cair em descrédito total, e desta vez até os órgãos de comunicação social lhes seguiram os passos.
Se não vejamos, antes do referendo Francês notou-se uma enorme pressão sobre o resultado do mesmo, tendo alguns órgãos de comunicação e políticos, caído no exagero de colocar sobre a decisão dos franceses, a culpa de um melhor ou pior desenvolvimento estratégico europeu. A resposta foi o que se esperava, Non. A forma como foi debatida a temática não só em França como em toda a Europa, levou a que os franceses se sentissem condicionados tendo demonstrado por isso o seu desagrado. Mas até aqui tudo bem como já disse, da forma como se desenrolou o debate outra votação não seria de esperar. O mais grave é que até Sábado a importância do Oui francês era fundamental para a sobrevivência, e harmonia da Europa a vinte cinco, o que pressuponha alguma preocupação casamos o Non fosse decisão dos franceses. Mas não, foi completamente desvalorizado o facto, do Non ter ganho, e mais grave e desculpabilizante é que os argumentos usados para desviar as atenções do Non a “Constituição Europeia” são exactamente os mesmos argumentos que vão levar outros a fazer o mesmo. O descontentamento económico, o desemprego, a perca de valores essenciais a estabilidade emocional de um povo, os sistemas de saúde, a educação, estes são os reais problemas, que os governos europeus se debatem e não resolvem. A “Carta da Constituição Europeia” só terá a importância devida por parte dos europeus quando os seus governantes resolverem os problemas que estes consideram fundamentais, para o desenvolvimento dos seus países, enquanto assim for temos um impasse na Europa, é um erro enorme considerar que a Europa dos vinte cinco, pode ser diferente de cada um dos países que a constitui. Se os governantes de cada um dos vinte e cinco, não forem capazes de dar respostas claras aos seus povos, jamais conseguiram ter uma Europa tranquila e equilibrada.

May 25 2005

A cidade surpreendente ( BY Mariana )

 by: bidaosretalhos.blog.com

Vejam este blog, é mesmo fantástico!
Então se gostarem do Porto, ainda mais:-)


May 23 2005

Obrigado Senhor Trapatoni.

  O Benfica é Campeão !!!


May 20 2005

Arman (Uma Nova e Deliciosa Paixão)


Photo: © François Fernandez

O acumular de cansaço pode não ser bom, mas como sempre disse quem corre por gosto não cansa. Pela imensa responsabilidade profissional que tenho neste momento, deveria ficar sossegado no que diz respeito a uma possível candidatura politica. Mas não consigo deixar de contribuir para uma melhor gestão do que é publico, e muito menos ficar a olhar para que alguém venha estragar o que ajudei a construir nos últimos quatro anos. Acredito que ainda sou capaz de fazer melhor do que fiz, e que existe muito para fazer. Este mandato foi para poder colocar tudo na ordem, a Junta de Freguesia de S. José tem as contas organizadas de forma legal, antes de eu e o Vítor Dias chegarmos não tinha; a Junta de Freguesia de S. José não tinha um inventário realizado o que é ilegal, eu e o Vítor fizemos questão de o realizar e neste momento o registo patrimonial está feito; a Junta de Freguesia de S. José tinha uma gestão feita de forma amadora, pouco ágil, fizemos o possível para a dinamizar e torna-la mais produtiva, mas encontramos aqui alguma resistência de um Partido Comunista Português, que não prepara os seus quadros de forma adequada para gerir o que é publico, prejudicando assim quem quer fazer coisas pelos cidadãos. Metade das propostas feitas pelo PSD (eu e o Vítor Carlos Dias), não se realizaram porque a inércia do Partido Comunista, que não deixou que se realizassem, mesmo tendo na frente da Junta de Freguesia de S. José, um homem aberto a modernização, ao diálogo, e com vontade própria, não nos foi possível fazer mais, porque o Partido Comunista não deixou, não quis, teve um comportamento de bloquear todo o que era possível de fazer proposto pelo PSD. Resultado? Agora estão sozinhos sem honra nem glória.

Está coisa de ter de se partilhar executivos nas Juntas de Freguesia, só prejudica quem é inerte. Estou agora convencido de que tomei a melhor opção em ter ido para o executivo mesmo sobe a Presidência de um Comunista, que aqui quero deixar um abraço se não fez mais, foi porque o seu partido não o deixou.

Porque acredito que ficou muito coisa por fazer, porque existiu uma nítida intenção de bloquear obra, e porque sei do que sou capaz, sou de novo Candidato a Presidência da Junta de Freguesia de S. José.


May 12 2005

A caminho do Porto

Aqui vou eu a caminho de um dos locais do mundo onde me sinto gente, onde me sinto feliz, onde tenho AMIGOS. Onde um dia quero voltar a viver. Por muito amor que tenha a tudo o que amo na vida, o Porto será sempre o Porto.


May 10 2005

ESPALHEM A NOTÍCIA

É simplesmente delicioso acordar com a voz de Manuela Azevedo, mais ainda se torna quando se trata de uma das interpretações únicas da mais bela voz da música Portuguesa. Hoje acordei ao som de ” Espalhem a Noticia” de Sérgio Godinho, com voz de Manuela Azevedo, e fiquei com uma enorme vontade de abraçar o mundo, e de me continuar a apaixonar dia a dia, por uma razão diferente.

Bom dia a todos.


ESPALHEM A NOTÍCIA 

Letra e música: Sérgio Godinho

Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre
Espalhem a notícia do que é quente
e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse
Divulguem o encanto
o ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco
tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
O ventre de que falo como um rio
transbordou
e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou
Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol, como é costume, foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo do mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher


May 8 2005

Mão Firme

Como é ingrato estar-se na política lutando pelo que acreditamos,  sermos criticados, e depois os mesmos que outrora se riram do que dissemos, e que tendo a oportunidade de praticar na altura mais correcta as atitudes certas, virem cheios de falsos moralismos tentar impor a sua verdade. É triste que os falsos moralistas gritem agora, quando já não faz sentido, quando é tarde demais, tenho pena (e infelizmente este é o pior sentimento que posso ter por alguém), mas cá estou para continuar a lutar pela social-democracia e por Portugal.

O relato que sustenta, as minhas afirmações:

Abril 27 2004 escrevia eu neste blog:

Temos de ter mão firme.
Esta coisa de intimidar o Governo com as atitudes dos militantes do seu partido, tem de terminar com um sinal de união e repudio. Deve o Presidente do Partido ou um dos seus Vice – Presidentes deixar bem claro esta noite no Conselho Nacional impondo, que o Major se demita de todas as funções políticas para as quais foi eleito em nome do PPD/PSD.
Temos de ter mão firme, é nestes momentos que os portugueses, avaliam quem tem firmeza e sentido de estado, não há que vacilar nem ter medo de enfrentar o assunto, se formos nós a colocar um ponto final no mesmo.

Foi severamente criticado, e respondi.

Abril 28 2004 escrevia eu neste blog:

Temos de ter mão firme II

(Resposta ao comentário de quem diz chamar-se Sérgio)

O melhor amigo é aquele que de forma despojada aconselha o que entende ser melhor para o seu amigo em determinado momento. E qualquer amigo meu ou pessoa por quem tenha respeito e consideração, que seja indiciado de crimes, será sempre inocente até prova em contrario, e mesmo que se prove que os cometeu será sempre meu amigo, fraquezas todos temos e há sempre que dar uma nova oportunidade seja a quem for, muito mais a quem nos é querido.

Agora se essa mesma pessoa ocupar cargos públicos aconselharei, a demitir-se e a provar que é inocente publicamente.

E isto nada tem a ver com dependência de cargos políticos nem com hipocrisia. Hipócritas são aqueles que nos corredores, falam a boca cheia, mal do Major, da sua forma de fazer política e do seu exagerado poder.

Além do mais, esta posição que defendo é para mim uma questão de principio, que mal ou bem ainda vou tendo.

Lamento ainda que quem faz determinado tipo de criticas não tenha nem se quer a coragem de se identificar de forma digna.

Bom dia.

Hoje sei bem qem são os que a um ano atrás me criticavam.

Abril 28 2004 escrevia eu neste blog:

Devíamos ter tido mão firme.

O major  deve demitir-se de todos os cargos públicos que ocupa, adianta uma sondagem realizada nas regiões de Lisboa e Porto pela Marktest para o Diário de Notícias (DN) e TSF.

Publicada na edição de hoje do Diário de Notícias, a sondagem revela que 61,3% dos inquiridos é da opinião que o major deveria demitir-se, 19% afirmou que Valentim Loureiro deveria permanecer, enquanto 19,6% não manifestou a sua opinião.

Entre os inquiridos que querem a demissão de Valentim Loureiro, destacam-se os indivíduos do sexo masculino (66%) com idades entre os 18 e os 24 anos (64,6%). Em termos de distribuição geográfica, é na área da Grande Lisboa que mais se defende a saída do major, 64% contra 56% no Grande Porto.

 


 


May 8 2005

Adiar Portugal II

Transcrevo aqui um post do:

 insustentavel.blog.com .

Por ser mais um testemunho do desgoverno em que nos encontramos.

Sem comentário…

Foi muito comentado o reconhecimento, pelo ministro António Costa, de que se havia enganado ao propor que magistrados do Ministério Público passassem a acompanhar certas operações policiais.  De facto, juntando este recuo a outros passos em falso do Governo e do PS (no referendo do aborto, por exemplo), começam a levantar-se dúvidas sobre a solidez de quem agora nos governa

(o sublinhado é da bloguista)

Francisco Sarsfield Cabral in Diário de Notícias


May 8 2005

Adiar Portugal I.