Arquivo | Junho, 2005

Adeus Mestre, e até sempre.

Frente a frente

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!

        Eugénio de Andrade
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Eis um grande passo para a humanidade.

Os ministros de Finanças dos países mais ricos do mundo e Rússia (G-8) chegaram a um acordo em Londres para perdoar “imediatamente” a dívida de 18 dos países mais pobres do mundo, a maioria em África.

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Homem do Leme

Sozinho na noite

Um barco ruma, para onde vai?

Uma luz no escuro

Brilha a direito, ofusca as demais



E mais que uma onda, mais que uma maré

Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé

Mas vogando á vontade, rompendo a saudade

Vai quem já nada teme, vai o homem do leme



E uma vontade de rir

Nasce no fundo do ser

E uma vontade de ir

Correr o mundo e partir

A vida é sempre a perder



No fundo do mar

Jazem os outros, os que lá ficaram

Em dias cinzentos

Descanso eterno lá encontraram



letra: Tim

música:
Xutos & Pontapés

Bom dia !!

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Quero acreitar no meu Portugal.

No dia em que se comemora Portugal as Comunidades e Camões, e ao mesmo tempo que o Presidente Jorge Sampaio, condecorava cinquenta e nove personalidades que se destacaram na sociedade portuguesa. Um gang composto por quinhentos jovens entre os doze e os vinte anos assaltavam os banhistas na praia de Carcavelos.

No tempo em que a imprensa como a classe politica discute há mais de duas semas a moralização dos benefícios dos detentores de cargos públicos. Num tempo onde a preocupação é o défice como se mais nada importasse. Ficam esquecidos os pilares fundamentais da nossa sociedade. A Segurança, a questão Social, Educação, e a integração dos desalinhados na sociedade. Os números existem os casos estão identificados e nada, ninguém se importa com este enorme flagelo que é uma realidade em Portugal, a droga, o desemprego e até a fome existem em Bairros perfeitamente identificados.

Quando num país como Portugal quinhentos jovens de forma organizado entram por uma praia dentro causando distribuiu ao nível do que se passa nas grandes praias do Brasil, significa que chegamos ao fundo, embora sempre que pronuncio este lugar comum, fico com a sensação de que Portugal não tem fundo, não tem povo, não tem gente que queira realmente fazer algo sério e credível, por uma sociedade completamente deprimida, ofuscada e pobre de espírito. Não me parece que exista caminho possível. Porque quem trabalha não tem mérito. Quem se esforça não é reconhecido. Quem tem ideias é invejado. Quem consegue vencer, e fazer com quem está próximo de si vença não o fez de forma séria.  

Afinal que povo somos nós, que estamos constantemente a lamentar, que nada fazemos para sermos melhores, que não nos esforçamos para vencer, e que estamos sempre a criticar quem consegue faze-lo. Afinal que povo somos nós que fomentamos a inveja, que reclamamos sem razão.

Quero acreditar que o que aqui escrevo não passa de umas meras palavras de revolta, pelo que vou vendo por este país fora. Quero acreditar que a minha visão, é radical demais, e que as coisas não estão tanto assim, quero mesmo acreditar que é possível sermos o Portugal que fomos há 500 anos, e que estamos todos empenhados em trabalhar para tornar esse caminho possível.
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