Arquivo | Julho, 2005

Equipa feita, lista entregue, fim-de-semana em estágio.

Fim-de-semana, em repouso, é o que mais quero, sol, piscina e repouso muito repouso.

Há leitoras para colocar em dia, poemas para escrever, coisas leves, que levam a um retiro tranquilo na companhia dos mais chegados. Sinto falta disto.

A lista de candidatos a S. José está pronta, e as responsabilidades distribuídas, há que ganhar forças para compilar e integrar as ideias e projectos da equipa, e que equipa.

 

O Vasco como número dois assume um papel estratégico que pode ser a diferença para a vitória, com o seu conhecimento dos problemas efectivos e as soluções que apresenta, não tenho dúvida que está encontrado o futuro. A Vanessa uma mais valia extraordinária, jovem, ambiciosa, profissional, responsável e com um talento único no trato político e humano, aqui pode estar o ponto de equilíbrio entre mim e o Vasco que julguei ser difícil de encontrar, depois o Manuel Abilio, a experiência e o conhecimento técnico vão ajudar certamente à concretização de muitos projectos. Mas por de trás desta equipa ainda estão muitos outros que tenho de agradecer, bem sei que vão ser fundamentais para uma vitoria, e mais do que isso para a execução de um projecto credível e capaz de melhorar a qualidade de vida de três mil e quinhentas pessoas e suas famílias.

 

Obrigado, Carlos Alves, Claudia Pinto, Rui Vilela, Hélder Costa, Sandra Ferreira, Pedro Albuquerque,
Adriana Marques, Elizabete Albuquerque, Manuel Monteiro, João Basílio, Luís Sousa, Alberto Santos e Filipa Jerónimo. Por terem aceite estar neste projecto.

 

A ti Vítor nem sei que te diga, terei sempre presente que a verdadeira noção de amizade é aquela que me ensinaste, e da forma mais exemplar, praticando-a. Obrigado.

 

Bom fim-de-semana a todos.

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Carrilho não tem noção da realidade.

“Uma Praça em cada Bairro para aumentar o convivo entre os Lisboetas”, esta afirmação de Manuel Maria Carrilho, demonstra bem que está longe da realidade de Lisboa e da sociedade portuguesa. Não é por falta de praças que os Lisboetas não conversam. Mas pelo estilo de vida que hoje levam. O que os Lisboetas precisam é de mais qualidade nos serviços saúde, mais emprego, melhores condições para os seus pais e filhos. O Partido Socialista é provavelmente o principal culpado de uma Lisboa desgovernada. A maioria dos executivos da Juntas de Freguesia passaram o último mandato a bloquear e a desvirtuar projectos municipais, não cumprindo as instruções das direcções municipais. O Partido Socialista tudo fez para diminuir a qualidade de vida dos Lisboetas, para agora poder vir apregoar medidas ridículas, que não fazem sentido e são completamente desfasadas da realidade. É pena que as pessoas não tenham a noção de quanto o PS prejudicou directamente a gestão municipal, os Lisboetas nunca se vão aperceber dos bloqueios e consecutivos disparates cometidos por alguns executivos de freguesia, que atrofiaram Lisboa, contra as indicações e resoluções do executivo Municipal, e se alguém tem duvidas posso provar, e se alguém quiser até existe mesmo matéria que poderá ser alvo de processo judicial, no âmbito da gestão danosa.  Manuel Maria Carrilho não tem noção da realidade, o que para um homem da sua idade e com a sua cultura, é preocupante.

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Oportunidade perdida.

Num período conturbado como o que vivemos, numa fase em que Portugal não tem soluções para o crescimento económico. Perde-se uma oportunidade excelente para que se encontrem pequenas soluções estratégicas.

As eleições autárquicas deviam ser uma manifestação de movimentos estratégicos, de planeamento urbano e regional, de encontrar sinergias e soluções credíveis para traçar uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

Mas nada disso se passa, as autarquias salvo raras excepções, são um lugar de lutas internas partidárias, onde ganham os mais fracos intelectualmente. Os que de alguma forma podem ser uma mais valia para as autarquias são convenientemente afastados, com o receio de que postos a prova consigam vencer o desafio e a população fique assim satisfeita, e depois ninguém mais os tira de lá. Este é infelizmente o pensamento dos políticos de bairro que são colocados a gerir as autarquias, sem formação, e sem visão estratégica.

 

Quando se abordam temas como a qualidade das cidades, o ambiente, o planeamento e os objectivos estratégico, ninguém sabe responder qual é o caminho. A discussão que é feita é sempre a mesma, lugares. Os Políticos de bairro não querem saber se tem ou não capacidade de desempenhar funções, não sabem reconhecer as suas limitações, não se importam se construíram um “Centro de Dia” no cume de um monte, o importante é que construíram um “Centro de Dia”, não querem saber se o telheiro provisório em chapa de uma “Escola Primaria” passou a definitivo, o que importa é que não chove na escola. Não faz diferença que um parque infantil não tenha uma sombra, as crianças têm onde brincar, isso é que importa.

 

Infelizmente estas situações são comuns, e más demais para ser verdade, e as que aqui retrato nem são as mais graves. No meu entender existe uma enorme falta de qualidade, formação e estratégia por parte dos partidos políticos, no que diz respeito a gestão dos seus quadros. Numa época em que se deveria esgrimir ideias, inventar soluções, definir estratégias. Ninguém sabe o que eu penso sobre o que é melhor para Lisboa, e se o que o que eu penso colide com o pensamento do candidato da Junta de Freguesia que faz fronteira com a minha, e se o que os dois pensamos se enquadra no que o candidato à Câmara pensa para a cidade.

 

Assim é impossível ganhar qualidade urbana, e perspectivar o futuro, assim é impossível servir com qualidade.

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Espectáculo

Bom dia a todos!

Espectáculo 

Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar

Quando 
tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabeça do sol
ao sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce pela cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar

Quando 
tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado 
desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar

E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz desta outra ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta.

Autor: Sergio Godinho

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Pensar Lisboa, agindo.

Esta é altura de apresentar projectos e programas. Mas não estarão fartos os Lisboetas das falsas promessas dos disparates inconsequentes de alguns políticos ?

Lisboa precisa de acção de movimento de alegria sem isso em nada se pode transformar. Lisboa precisa de cultura, turismo e comércio de primeira linha. Lisboa precisa que se fomente a sério o comercio tradicional. Têm de regressar as mercearias, os canalizadores, leiteiro e outros serviços domésticos que se perderam.

Lisboa precisa da animação da sua gente de encher as ruas de vontade de viver. Lisboa precisa dos gritos dos pregões sem vergonha nem receio. Lisboa precisa de ao mesmo tempo se modernizar de abraçar as tendências do mundo sem se perder, sem se descaracterizar. Lisboa tem potencial. Lisboa precisa da coragem dos homens. Lisboa precisa da vontade de quem nela habita. Lisboa precisa de se redimensionar de organizar administrativamente é urgente que assim seja, ando a dize-lo há tanto tempo que as vezes julgo estar louco, ninguém ainda percebeu que quem tiver coragem de reorganizar Lisboa ficará na historia quase com a mesma importância que Marques de Pombal. Lisboa é uma cidade grande que tem de ser administrada por gente capaz e academicamente formada.

Um dos compromissos que assumo com a minha população e com Lisboa é esse mesmo, lutar pela reorganização da cidade, e logo sem mais fundir todas as junta de freguesia com menos de 15 000 habitantes. Faz sentido, reduz o peso da dispesa pública, aumenta a exigência da gestão, favorece as pessoas, da uma vida nova a Lisboa e engrandece a cidade, fazendo com a economia local cresça.

Para executar tudo isto que acabei de dizer não são necessário mais  projectos nem programas, basta agir, escolhendo dos milhares de estudos e propostas  que já existem as melhores e mais esquiveis.

 

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Decidir sem ferir é impossível!!!

Há quatro anos atrás quando aceitei encabeçar uma lista para concorrer a uma junta de freguesia, a minha preocupação foi o projecto. Únicamente o projecto, alinhar vontades, descobrir o que estava verdadeiramente errado, imaginar como melhorar, produzir ideias com sentido, e exequíveis, ideias que acima de tudo dessem mais qualidade de vida as pessoas. A minha preocupação, era gerir de forma mais profissional possível o que é de todos, tentando fazer compreender a algumas pessoas que da forma como o estavam a fazer era errado. Confesso que não valeu de muito, pois ninguém quis saber do que disse varias vezes e que em vez de trabalharem em prol da qualidade de vida das pessoas, de tentar pelo menos tentar resolver os problemas das pessoas, não, foram tapando o sol com a peneira. Sem pelouros a minha preocupação foi fazer o melhor possível, no desempenho das funções de tesoureiro.

A quatro anos atrás existia um grupo de pessoas, capazes de tudo com vontade e interessadas que fizeram o favor de me escolher para liderar um processo difícil. Aceitei com o maior dos gostos, sinto até que este foi um prémio merecido pelo meu desempenho enquanto militante. 

Hoje olho a minha volta, e deparo com o real facto de ter de ser eu a escolher a equipa pelas mais variadas razões. Porque alguns desistiram de lutar, porque outros não me merecem confiança, e porque entendo que devo preparar o futuro.

Escolher uma equipa com um espírito ganhador e que entenda os valores que pretendo passar, não é fácil. Por isso vou optar por uma equipa que garanta o futuro, onde possa fazer uma transição sem grandes dramas, memos sabendo que posso estar decidir contra a maioria das opiniões, vou arriscar em apostar no futuro. Mesmo que esta minha decisão me possa custar votos. 

Este futuro que falo não tem só haver com a equipa, mas com o programa que pretendo elaborar, porque embora a população de S. José seja idosa eu considero que os mais velho também devem olhar para o futuro, para o seu, o dos seus, e o de todos nós. É a pensar neles nos mais idosos e no seu futuro, que vai nascer a base do meu projecto. 

Nunca se pode implementar coisas novas, sem que os mais experientes o aprovem, e eu serei fiel a um princípio:

Primeiro a qualidade de vida de todos. Depois a festa, os passeios e a animação. Comigo enquanto existir um idosos a morar sozinho com a casa prestes a cair-lhe em cima, não haverá festa.

 

 

 

 

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O Porto Aqui Tão Perto

Vá comboio meu comboio
carrega na velocidade
pára só quando chegarmos
à cidade

Olá cidade do Porto
a lágrima ao canto do olho
estava fechada há que tempos
com um ferrolho

Custou tanto a chegar
mil e uma peripécias
quando menos se espera
o diabo tece-as

Ai eu estive quase morto
no deserto
e o Porto
aqui tão perto

Mal chegado vislumbrei
dois amigos do alheio
vasculhando a minha caixa 
do correio

Ah tratantes apanhei-vos
com a boca na botija
com certeza não esperam
que eu transija

Não é nada do que pensas
viemos trazer-te um recado
que nos foi entregue
por um embuçado

Ai eu estive quase morto …

Dizia assim o recado
no Palácio há variedades
se lá fores verás que vais
matar saudades

Eu matar não gosto muito
mas saudades é diferente
é como matar pulgas
alivia a gente

Cheguei lá e deparei
com uma mulher embuçada
intimei-a Pára lá
com essa tourada

Ai eu estive quase morto …

Desembuça-mos vá lá
e já agora desembucha
com esse capuz mais pareces
uma bruxa

Diz-me o que fazes aqui
canto ali com as atracções
no conjunto do “Godinho
e os seus Godões”

Já te topo à quanto tempo
te não punha a vista em cima
diz-me lá se és ou não és
a Etelvina

Ai eu estive quase morto …

Sou a Etelvina sim senhor
não me digas Etelvina
que andas assim por andares 
clandestina

Clandestina? Não estás bom
Eu fugida? nem se pense
Este fato é só para aumentar
o suspense

Sou cantora no conjunto
e aparecemos embuçados
e ficam os espectadores
arrepiados

Ai eu estive quase morto …

Mas na vida é bem diferente
ando de cara descoberta
com a cabeça e os sentidos 
bem alerta

Já vi tantas injustiças
falo de dentro de mim
e o que me sai cá de dentro
sai-me assim:

Faço música pró povo
e tu retribois
e tu me inspiras sustenidos
e bemóis

Ai eu estive quase morto …

E eu que também faço o mesmo
com o povo que me dá
gratuito o dó-ré-mi
e mais o lá

Lá fiquei a noite toda
numa de improvisação
a regenerar o corpo
e o coração

Ai eu estive quase morto …

Autor: Sergio Godinho

Bom Fim-de-Semana.  

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Só Mesmo Eu.

Bela manha de sol, não fosse o peso da responsabilidade, corria a gora para o Porto.

Que vontade imensa tenho de olhar o Douro. De estar lado a lado com gente que me faz feliz. Quem trocaria isso por uma acção politica qualquer? Só mesmo eu é que ainda acredito que abdicar de mim, é bom para os outros, só mesmo eu …

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