Aug 29 2005

De Regresso.

De regresso ao quotidiano, aparentemente mais tranquilo. Mas apenas aparentemente, está manhã para variar tive de me irritar logo pela fresquinha. Três dias não são o suficiente. No entanto estes três dias foram a verdadeira loucura, windsurf, ski, e vela muita vela. Desde Sexta – Feira ao final da tarde sempre mar.


Aug 26 2005

Sentindo o mar português.

 

Catálogos impressos, leilão cada vez mais perto. Decido passar uns dias fora para descontrair um pouco sacudir a pressão e começar a pensar como me vou sair como pregoeiro. É verdade a administração do Grupo decidiu que deveria ser eu, fez o convite e eu aceitei mais este prestigiante desafio, com a maior satisfação do mundo, honra-me muito a confiança que depositam em mim.

Ponho-me então a estrada percorrendo os caminhos que outrora percorri ao lado da única mulher da minha vida. A costa alentejana sem “Vespa”, e sem Joana não tem o mesmo encanto, mas a ideia é descansar a cabeça, sem viver grandes emoções. Janto no “Aqui a Peixe” e sigo viagem, direito a maravilhosa Vila Nova de Mil Fontes. É aqui sempre aqui que me rendo as evidências, por mais criticas que faça, por mais que proteste, não existe nada tão maravilhoso no mundo como o meu Portugal, a sua costa, e as suas gentes. É aqui que me reencontro sempre comigo, com a vida, e com o mundo. Há tanto tempo que precisava de sentir o mar português.


Aug 24 2005

Bombeiros profissionalizar já.

Há dois anos atrás, há um ano atrás, que escrevo e digo sempre o mesmo. Ninguém me dá razão e a ainda me dizem; “é pá tem cuidado da maneira como dizes as coisa não é bem assim, sabes as vezes e tal…”; bem ao estilo “Gato Fedorento”. O que é certo é que Portugal está a arder. Arde todos os anos de forma intensa. Não existe planeamento, não existem meios, não existe uma política profissional para os Bombeiros. Nem para a prevenção. Afinal de contas a aposta na prevenção é essencial, e aqui a Liga de Bombeiros tem falar a mesma linguagem que uma Associação de Bombeiros, e envolver o exercito. Profissionalizar, profissionalizar é a palavra de ordem. Se não para o ano Portugal vai voltar a arder. Falta método, profissionalismo, e formação constante. As cooperações de bombeors têm de ser todas profissionalizadas, como se de uma força militar se tratasse. Aqui há que seguir sem margem para dúvida o exemplo americano. Mas infelizmente suspeito que para o ano todo estará na mesma. Acreditem que lutarei para que assim não seja.  


Aug 23 2005

Apaixonado de Novo.

Passamos a vida a procurar o amor-perfeito, aquela mulher que idealizamos, e depois quando nos aparece bem na frente, recusamos. Desta vez desculpo-me com a falta de tempo para me poder dedicar a estas coisas do amor, mas a verdade é mesmo, medo de falhar. Prefiro mesmo ficar na ilusão de que teria sido a mais bonita das histórias por mim vividas, não tenho tempo para falhar. Por isso fico-me por aqui, partilhando com quem me lê, este mais puro e desprendido dos sentimentos, o amor.

Ao ler o que escrevo fico com a ideia que me transformei uma pessoa fria e calculista, de calculista já eu sabia que tinha alguns sintomas, agora de frio nunca me tinha apercebido. Enfim melhores dias virão. Fica um registo bem fiel do quanto estou apaixonado, e desta vez está a doer, sorte a minha de estar atulhado de trabalho.

 

Os teus olhos são cor de pólvora e o teu cabelo é o rastilho
O teu modo de andar é uma forma eficaz de atrair sarilho
A tua silhueta é um mistério da criação
E sobretudo tens cara de anjo mau

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é fácil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal?
Que posso eu desejar ao avistar tão delicioso mal?
Que posso eu parecer quando me sinto fora de mim?
Que posso eu tentar senão ir até ao fim?

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é fácil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Por ti mandava arranjar os dentes e comprava um colchão
Por ti mandava embora o gato por quem tenho tanta afeição
Por ti deixava de meter o dedo no meu nariz
Por ti eu abandonava o meu País

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é fácil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

 

 

Cara de Anjo Mau – Autor: Jorge Palma

 


Aug 23 2005

Para ver isto assim, mais valia terem lá deixado o Lopes.

Nos últimos tempos, nada tenho escrito sobre a política, e muito menos sobre as coisas do quotidiano, a vida, as poesias. Não tenho tido tempo. Agradavelmente trabalhando no mais interessante projecto que já vivi. Não me canso de pensar com é bom não ter férias em Agosto, como é bom construir alguma coisa sólida. Que dias tenho tido, que dias. Mas não deu para não deixar de ver, a forma displicente como o Primeiro-Ministro de Portugal deixou o Pais a arder, enquanto eu trabalhava. Não deu para deixar de ver a como uma empresa que me presta um mau serviço como a Brisa, ainda me goza todos os dias. Não deu para  deixar de ver que o governo quer voltar a enriquecer algumas bolsas com um negócio que ninguém entende. Não deu para deixar de ver que não existe choque tecnológico, nem economia, nem bem-estar,  andamos todos alegremente pelos safaris da vida. Enfim cada vez mais do mesmos, mais valia terem lá deixado estar o Lopes.


Aug 23 2005

Já temos catálogo.

O Catálogo já está on-line cada vez estamos mais perto do evento, o tempo parece que corre sem rumo, e não para. Quanto mais se aproxima a data mais corre, mas tenho a certeza de que vai ser diferente do que estão habituados, estamos a trabalhar em força para que assim seja.


Aug 9 2005

Equipa Candidata a Junta de Freguesia de São José pelo PPD-PSD.

A equipa.JPG

Aug 9 2005

Que Noite…

Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência…

Autoria de:
[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]

 


Aug 3 2005

Poesia solta.

 

Fugindo do Amor.

 

Procuro fugir da amargura, sem receio de deixar de sofrer,

Busco intensamente a razão pela qual fujo do amor,

Não compreendo porque não me dou, não me interesso,

Quero estar aqui quieto a ouvir vento, mas ao mesmo tempo partir,

 

É certo que por mais mil razões que tenha nada me impede,

Fico então confinado a racionalidade, e temo perder-me na ânsia da busca,

Mas eu só quero amar, sem razão, sem explicação, apenas amar,

Para isso temo ter de partir, e sem razão fico.


Aug 3 2005

Momentos.

sniffing Na solidão do pensamento, na procura da melhor solução, no arriscar da vida, numa repentina atitude, num desejo enorme de paz, perco-me sozinho e acabo a lutar comigo mesmo. Sento-me calmamente e decido fazer uma pausa, assumo que afinal não estou sozinho e inspiro-me na bela e melódica voz de Joss Stone.