Sep 28 2005

Saudades do Porto.

manuelsoniaenuno

Estava já praticamente decidido que mais tarde ou mais cedo regressaria a Lisboa, mas estas fotos que encontrei perdidas no gmail ao qual não ia a mais ou menos desde de há ano. São da despedida de Pepe, o professor de espanhol que tive no Porto com quem aprendi o muito pouco que sei do Castelhano, não por culpa dele mas por minha.

Fiquei surpreendido com estas fotos, que me fizeram recordar as magnificas noites, da Ribeira. Lembra-me os momentos difíceis que passei e o que estas pessoas que aqui estão formam importantes para que não desistisse de viver. Olho para o ar trocista da Sónia, e que delicia é lembrar-me da sua divertida forma de estar.  As conversas com o Nuno. Os comentários do Manuel. Tenho de matar saudades, por isso Sábado janto no Porto.

 

eu e espanhola


Sep 28 2005

Medidas a serem concretizadas nos primeiros 180 dias de mandato de Carmona Rodrigues.

Subscrevo na íntegra as medidas que Carmona Rodrigues escolheu para os primeiros 180 dias de mandato e no que a mim directamente me diz respeito, estas serão certamente uma realidade.

 


 


Sep 28 2005

Exercícios poéticos.

Rascunho – Poema III - Inicio: (O tempo desafia o Poeta)

 

E tu poeta que escreves, e nada fazes, que queres amar e te justificas sempre comigo,

Eu estou aqui e corro tão depressa que se não te apressas podes perder-me,

Porque esperas tu poeta? Que eu acabe e te consuma,

Que queres tu afinal? Viver assim refugiado na cobardia mesmo que assumida.

 

Eu tempo não sou eterno e passo pela vida a correr, e um dia que te decidas pode ser tarde,

Pode não ser o teu tempo. Porque esperas poeta?

Levanta-te pega numa meia dúzia de roupas e parte, parte em busca do teu amor-próprio,

Parte sem medo da conquista, é já ali ao lado e nunca saberás se o tempo certo é este se não partires,

 

Sou eu que te digo poeta, é tempo de saíres das palavras,

É tempo de dares um tempo a ti próprio,

É tempo de deixares de te justificar com falta de tempo para amar,

É tempo de reagir para que este tempo não termine,

 

Sabes poeta por mais palavras que escrevas, ficares sempre sem saber o sabor da conquista,

Esse refugio que te atrofia e não te faz correr,

Olha para mim poeta que corro mais que o sangue das tuas veias,

Corre poeta, deixa as palavras de angustia e sofrimento, escreve a historia de um amor bonito,

Deixa de viver atormentado, mesmo que não consigas viver esse amor, saberás sempre que travaste por ele uma batalha,

 

Corre como eu, luta como eu, e não te arrependas nunca, não corras risco de chegar tarde, porque eu não vou esperar, continuo a correr.

 

 

 


Sep 26 2005

Fátima, goza, brinca e ri na cara de todos os portugueses.

Parece-me inevitável falar deste tema por mais que queira fugir sinto-me na obrigação de fazer nem que seja um pequeno comentário, mas porque o meu cérebro não tem dimensão para escolher as melhores palavras, e produzir um comentário ao nível deste evento na sociedade portuguesa. Reproduzo aqui a opinião de Rititi que é sem duvida, a de todas que li por aí, que estou inteiramente de acordo.  Nojo, muito nojo.

Retirado do Blog da Encantadora Rita Barata Silvério (Rititi)

Fátima livre e candidata

Nojo, muito nojo.

O que significa Estado de Direito em Portugal? Que respeito merece a res publica? Nada. Mentira. Como se levanta o ânimo a um povo naturalmente deprimido e cada vez mais teso quando as instituições são gozadas e desacreditadas? Ah, pois é, o povo ama a Fátima.

Cada vez falta menos para entregar o bilhete de identidade. Que vergonha de país.


Sep 21 2005

Caro Luís Filipe Menezes, na minha opinião deve enquanto autarca seguir o seu caminho tal e qual como até aqui.

Em tempo de autárquicas critica-se ou elogia-se o trabalho daqueles que na frente dos destinos dos vários municípios do país desempenharam funções.

Este é o momento de fazer contas, de observar e julgar o trabalho efectuado. Como tal quero expressar a minha especial admiração pela obra de um determinado autarca. Por varias razões mas acima de todas por que lhe reconheço mérito e obra. Não estando a falar de uma figura consensual, e correndo o risco de ser mal interpretado com este elogio, quero dizer que o que aqui digo é o que sinto na realidade e que não seria justo comigo mesmo se não o fizesse. Na política as pessoas dão interpretações destorcidas do que dizemos o que fazemos em determinada altura e até aqui o Dr. Luís Filipe Menezes merece o meu maior apreço sabendo ele da minha admiração pelo seu trabalho e pela sua atitude nunca em momento algum me pressionou ou me pediu fosse o que fosse, talvez pela sua nobre atitude ainda hoje me arrependa de não o ter apoiado de forma directa e concludente no último congresso electivo do PSD. Mas não quero agora falar do passado. A razão que me leva a falar de Luís Filipe Menezes prendesse apenas com o seu trabalho enquanto autarca. Tendo eu vivido bem no centro de Gaia, tendo presenciado a evolução da cidade e a obra de Luís Filipe Menezes, não poderia deixar de lhe dizer que, para quem sai de Lisboa levado pela emoção de um grande amor, e se fixa numa outra qualquer cidade não lhe poderá calhar melhor sorte do que essa cidade seja Vila Nova de Gaia.

 

Por tudo, pelas gentes, pelas caves, pela ligação ao Porto através da requalificação da Ribeira de Gaia, pelas praias. Pela entrega ao distrito do Porto, pela dedicação, empenho e profissionalismo. É certo que Luís Filipe Menezes não é um poço de virtudes e qualidades, e até se calhar tem uma forma de estar em alguns momentos da sua vida politica que são altamente criticáveis. Mas que eu também sei é que o Corte Inglês, vai dar emprego a um distrito com falta dele, que a (Via Atlântica) vai criar condições e proporcionar mais turismo, logo mais emprego, e a economia local mexe, e o distrito cresce. Luís Filipe Menezes no meu entender criou infra-estruturas para que o Distrito do Porto se possa tornar mais apetecível e mais empreendedor, mostrou ter visão e capacidade de levar o seu projecto até as última consequências. Por isso e por ter conseguido ainda dar uma lição de coragem e atitude política, não se resignando aos condicionalismos politico partidários merece a minha admiração. Existem algumas coisas a limar na forma de estar, mas vendo bem as coisas será que se deixar de ser genuíno e autêntico não perderá visão de futuro? Na minha opinião deve enquanto autarca seguir o seu caminho tal e qual como até aqui.


Sep 15 2005

Os números da vergonha.

Segundo o relatório da OCDE, Portugal continua a ser dos Países que menos preocupações tem com a educação. Os números do relatório colocam Portugal numa vergonhosa posição no que diz respeito ao ensino. No meu entender não tanto pelos rankings mas pela falta de politicas. Portugal não tem uma política de educação. O que significa que o crescimento do país pode estar em causa, a falta de quadros qualificados, pode levar a um completo desinteresse da população pela a importância do ensino. Portugal é dos Países que menos gastos têm com a educação. No entanto o governo insiste em investir na OTA, na troca da frota de Aviões da TAP, nas nomeações absurdas e a oposição revolta-se contestando acusando, mas nada faz para chamar o Governo a pedra. O no meio toda esta passividade e falta de responsabilidade o Sr. Presidente da Republica fica calado, assistindo de camarote como se nada fosse com ele. Se fosses tu Pedro o que não seria.

Texto retirado do Portal Educare
 
 
Alunos portugueses são os que menos permanecem no sistema

13.09.2005

Dos países que formam a OCDE, Portugal é aquele em que os alunos abandonam mais cedo os bancos da escola.

Os alunos portugueses são os que permanecem menos tempo no sistema de ensino, no quadro dos países que formam a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). De acordo com um estudo internacional hoje divulgado, os nossos estudantes frequentam a escola durante cerca de oito anos, menos quatro do que a média dos restantes países com assento naquele organismo.

No relatório “Panorama Educativo” de 2005, Portugal surge no grupo de países cuja população entre os 25 e os 34 anos apresenta qualificações académicas mais baixas. No pólo oposto encontram-se os Estados Unidos e a Noruega, com médias de permanência no sistema educativo de 14 anos. Logo a seguir na lista dos países com quadros mais habilitados surgem a Dinamarca, Luxemburgo e Alemanha.

O mesmo relatório revela que, nos últimos anos, o número de jovens que termina o Ensino Secundário tem aumentado na generalidade dos países que compõem a OCDE: dos 30 analisados, em 21 deles mais de 60% dos indivíduos entre os 25 e os 34 anos concluíram, pelo menos, o 12.º ano.

Em países como a Coreia do Sul, Eslováquia, Japão e República Checa, a percentagem de conclusão do Ensino Secundário é ainda mais expressiva, chegando à casa dos 90%.

Pelo contrário, Portugal está novamente no grupo de países com pior performance, uma vez que metade das pessoas entre os 25 e os 34 anos não concluíram com êxito o 12.º ano, o mesmo se passando na Turquia e no México.

A disparidade das taxas de sucesso educativo entre países ao nível do Ensino Secundário vai repercutir-se naturalmente no patamar seguinte: de acordo com o relatório internacional hoje conhecido, em países como Portugal, Áustria e Luxemburgo, a percentagem de diplomados não chega sequer à barreira dos 10%, ao passo que na Austrália, Dinamarca, Japão, Canadá, Holanda, Coreia do Sul ou Islândia ultrapassa os 20%.

O mesmo relatório da OCDE revela ainda que Portugal é dos países que menos gastos têm com a educação. O custo do ensino por aluno - desde o Básico até ao Ensino Superior - ronda os 4900 euros anuais, o que coloca o nosso país no 17.º lugar da tabela. Atrás de Portugal surgem, entre outros, Espanha e a República da Irlanda, com gastos entre os 4900 e os 4070 euros anuais por aluno. O fim da tabela é ocupado pelo México (1600 euros).

Já a média de investimento anual dos países que formam a OCDE ronda os seis mil euros por aluno. Estes dados - que se reportam a 2002 - colocam a Suíça e os Estados Unidos no topo da tabela dos países que mais gastos anuais apresentam: cerca de 8900 euros por estudante.

Por níveis de ensino, Portugal despendeu com o 1.º e 2.º ciclos 4025 euros, enquanto no 3.º ciclo do Básico e no Ensino Secundário foram gastos por ano e por estudante 5655 euros. No Superior, o investimento do Estado português em cada estudante diminuiu para uma média de 3590 euros.

Em termos de verbas que o Estado gasta com os salários dos professores, Portugal ocupa a 20.º lugar no cômputo dos 30 países, despendendo por ano cerca de 27 mil euros brutos por cada docente do 3.º ciclo com 15 anos de experiência. Comparando estes valores com os colegas espanhóis, o professorado português ganha, em média, menos cinco mil euros por ano.

Os professores do Luxemburgo são os que mais recebem, auferindo cerca de 65 mil euros por ano, seguidos dos suíços (48 mil/ano) e dos alemães (40 mil/ano).No fim da escala surgem os docentes húngaros (13 mil/ano), os polacos (8 mil euros/anos) e os eslovacos (6500/ano).


Sep 14 2005

Exercícios poéticos.

Rascunho – Poema II - Inicio: (Saudade)  

 

 

Estás longe

 

É a única maneira de me justificar,

É o único motivo que encontro, para não te procurar

Mas que revolta é esta? Caio eu em contradição,

Não consigo respirar, estou seco, corre-me o suor pelas mãos, petrifico,

 

Estás longe

 

E eu tenho medo de amar, de te perder, de te possuir

Tenho vontade de te escrever, mas medo de que as minhas palavras te façam correr para mim,

Tenho vontade de te ouvir, sinto falta do teu sorriso, olho em volta e parece que as paredes se vão fechar,

 

Estás longe

 

Mas aqui onde estou olho em frente, e vejo-te sentada fumando o meu cigarro como no primeiro dia,

Vejo-te sorrir como na primeira noite,

Ouço a tua musica como em todos os dias, e fico sempre na esperança que me atendas o telefone mesmo sem eu te ligar,

 

Estás longe, e não vais voltar, e eu nunca me irei perdoar…

 

 

 

 


Sep 13 2005

Pronto para servir.

 

Desde já deixem-me dizer-lhes que não faço qualquer promessa eleitoral a única coisa que vos garanto, é que se merecer a vossa confiança assumirei com profissionalismo, e inovação a gestão da Freguesia de S. José. Sei bem o que valho, o que quero e o potencial que tenho. É verdade coloco em tudo o que faço alguma vaidade e presunção, mas as vitorias que tenho obtido na vida, fazem de mim uma pessoa feliz, esclarecida e sem medo de enfrentar qualquer desafio, talvez por ser assim, me encontre sempre de bem com vida e como as pessoas que me rodeiam.

 

Quero transmitir-vos ainda que tenho a certeza, que se for eleito irei fazer muito melhor do que o que se fez até aqui. Porque tenho uma equipa capaz e dinâmica. Porque só sei trabalhar de forma profissional, e acima de tudo porque, estou na política para servir, porque graças a deus, aos meus pais e a confiança da administração da empresa para quem trabalho, não preciso da política para viver, estou aqui descomprometidamente. Porque entendo ser um dever de cidadania. Porque sou um romântico e como tal vejo sempre ver o lado mais bonito da vida, e entendo que todos merecem viver esse lado, e as pessoas que moram e trabalham em S. José já o merecem há muito tempo.

 

Por muito esforço que os anteriores presidentes de junta e respectivos executivos tenham feito, ainda não perceberam, que vivemos noutro tempo, com outras necessidades. Hoje a sociedade nada tem a ver com a do, pós 25 de Abril, as exigências são maiores, a gestão autárquica tem de ser conduzida de forma profissional e descomprometida. Se não corremos o risco das populações se sentirem inúteis e defraudadas.

Eu não consigo conceber que assim seja, faço parte de uma geração de empreendedores, que provam todos dia as suas capacidades nas empresas. Sei que sou capaz de proporcionar aos habitantes e aos comerciantes de S. José, mais e melhor qualidade de vida.

O meu verdadeiro objectivo ao encabeçar este projecto é servir e ver estampado no rosto de todos os que sirvo um imenso sorriso. Estou neste projecto porque sei que sou capaz de servir a comunidade de S. José, e que o Prof. Carmona Rodrigues irá ser o melhor para Lisboa.

Sei que posso confiar em todos, e conto com todos para em conjunto, dar-mos o melhor para S. José, e para Lisboa.

CANDIDATOS À ASSEMBLEIA DE FREGUESIA

1.João Miguel Narciso Candeias Mesquita Gonçalves
2.Vasco André Lopes Alves Veiga Morgado
3.João Bruno Dolores Cruz
4.Vanessa Nunes Lourenço
5.Manuel Abílio Fernandes Ferreira
6.Cláudia Patrícia Fernandes Pinto
7.Carlos Almeida Alves
8.João Alexandre Fernandes Nunes Basílio
9.Filipa Alexandra Duarte Jerónimo

SUPLENTES

1.Carlos Helder Freire Costa
2.Bruno António Castro Oliveira Nunes
3.Sandra Cristina da Silva Ferreira
4.Sérgio Paulo Nascimento da Rocha Marques
5.Maria Margarida Narciso Candeias Gonçalves
6.Pedro Heitor Cunha Albuquerque
7.Henrique José Pereira Rodrigues
8.Vitor Carlos Antunes Dias


Sep 10 2005

De regresso a poesia.

Exercícios poéticos – por terminar. Este será o primeiro poema de um livro que começo agora a escrever. Relatará uma (violenta) história de vida entre um Português e uma Espanhola.

Rascunho – Poema I - Inicio: (Revelação)  

Passo a passo chegas bem de vagar, sem me avisar levas-me tudo o que me vai no pensamento;

Bebes cada palavra que solto, cada frase em que te envolvo;

E sorris, sorris sem parar, chego a sentir-te no céu, mas fico preso, e não levanto voo.

 

Prefiro ficar aqui no meu canto, quase como que de um acto de cobardia se trate,

Poderei até um dia me arrepender por não te ter dito o quanto te queria possuir,

Poderei até ter a certeza de que se te o disse-se seguramente te teria tido por alguns momentos,

Mas prefiro ficar aqui no meu canto, quase como que de um acto de cobardia se trate,

 

E deste meu canto sofro amargamente por não te ter tido, atormento-me irracionalmente;

Sofro sozinho, sem perceber porque escolhi este caminho, se afinal te queres entregar a mim;

Mesmo que por uma só noite, ficarei sempre a pensar se poderíamos ou não ter sido feliz uma vida inteira;

Fico aqui no meu canto, amargamente sofrendo por me ter acobardado.

 


Sep 10 2005

Matar Saudades…

Já tinha saudades de caminhar por Lisboa, beber os segredos da noite, respirar as conversas a cada esquina. O Bairro Alto continua a ser o melhor local de Lisboa para poder desfrutar da agitação que a noite trás, com uma dose de tranquilidade suficiente para podermos apreciar a vida. No meio da agitação profissional quase já não me lembrava o quanto é importante para o meu equilíbrio determinados locais, o Bairro é um desses locais. Para o próximo fim-de-semana Porto, faz-me falta passear na Ribeira, sinto saudades do pão com manteiga dos pequenos-almoços. Sinto falta dos longos passeios nas praias de Gaia. Sexta-Feira lá estarei.