Arquivo | Setembro, 2005

Uma questão de atitude.

É bom que o Partido Comunista Português e o Partido Socialista, não entrem no chamado ataque mesquinho e intriguista como que no acto de desespero por estarem a adivinhar uma derrota a acentuada. Eu não vou por aí, não entro no diz que não disse, nem julgo a vida pessoal de cada um. Sei bem o que valho, o que quero e o potencial que tenho. Sim sou presunçoso, sim sou vaidoso, sim tenho a certeza que se for eleito irei fazer muito melhor do que o que se fez até aqui. Porque tenho uma equipa fabulosa, porque só sei trabalhar de forma profissional. E mais do que tudo acreditem ou não, estou na politica para servir, porque graças a deus, aos meus pais e a confiança da administração da minha empresa pelo trabalho que desenvolvo, não preciso do dinheiro da politica para nada, estou de aqui  descomprometidamente, porque entendo ser um dever de cidadania, porque sou um romântico e como tal vejo sempre o lado cor-de-rosa da vida, e entendo que todos merecem viver esse lado, é por isso que estou na política para contribuir com o meu trabalho e o meu esforço para que todos possam viver o lado cor-de-rosa da vida, e as pessoas que moram em S. José já o merecem a muito tempo. Por muito esforço que os anteriores presidentes de junta e respectivos executivos tenham feito ainda não perceberam, que vivemos noutro tempo, com outras necessidades. Hoje a sociedade nada tem a ver com a do pós 25 de Abril, as exigências são maiores, Portugal esta na Europa, enfim uma série de coisas que se não forem repensadas as populações envelhecidas vão acabar por ficar sentadas a espera da morte. Isso, eu não quero para ninguém e sei que sou capaz de proporcionar as pessoas coisas que não viveram, e mais do que isso, aquilo que pretendem para tranquilamente desfrutarem dos seus netos, da sua maior idade, é tão simples fazer os outros felizes, tão simples.

Eu só quero é servir e ver estampado no rosto dos que precisam um imenso sorriso. Por isso agradeço que não me venham com histórias da carochinha. Neste palco da vida, só quem tem unhas é que toca guitarra. Eu tenho-as bem afiadas.

 

Um abraço a todos.  

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Para ti Magda.

Bem sabes que o tempo não tem sido muito, por isso só agora te felicito perante os olhos do mundo.

Pelo teu feliz sorriso no completar 17 anos, pela demonstração de carinho e amizade que me tens demonstrado, pela força interior que transmites a cada momento que me olhas.

Ontem ao ver-te cantar ao lado do teu pai, que é provavelmente a melhor pessoa que conheci nos últimos tempos, e ao ver brilho nos olhos da mãe que é como sabes uma irmã para mim, segurei estoicamente a emoção, mas agora ao escrever-te estas palavras cai-me as lágrimas de emoção. Por tudo o que tenho vivido neste ultimo ano ao vosso lado, pela magia simples e invulgar de cada momento. Serás seguramente uma mulher enorme de coração e de capacidade intelectual, tens bebido tranquilamente todos os ensinamentos que a tua mãe te tem transmitido, sabendo mater sempre a tua própria personalidade. Ainda menina mas equilibrada tenho a certeza que és feliz. Saber esperar trabalhando arduamente para a concretização dos teus sonhos, é algo que sei que não te afronta difícil, por isso segue o teu caminho, e conta sempre comigo para o que precisares, nas horas mais difíceis estarei sempre lá.  

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Por amor…

Eis o que subitamente comecei a sentir por alguém, e que tão depressa não lhe poderei dizer olho nos olhos.

 

Maçã de Junho

És a estrela da alvorada e a madrugada junto ao cais
És tudo o que eu vejo em ti, és a alegria e muito mais
És a minha maçã de Junho, és o teu corpo e o meu
Amo-te mais que à vida, que a vida sem ti morreu
Amo-te mais que à vida, que a vida sem ti morreu

És a erva perfumada, debruada a girassóis
O trago do café quente nas manhãs entre lençóis
És a minha maçã de Junho e a minha noite de Verão
Anda, vem comigo, vamos, dá-me a tua mão
Anda, vem comigo, vamos, dá-me a tua mão

És o encontro na estrada, és a montanha e o pôr do sol
O vinho bebido em festa, és a papoila e o rouxinol
És a minha maçã de Junho e a minha estrela polar
Sem ti eu não tenho norte, sem ti eu não sei amar.
Sem ti eu não tenho norte, sem ti eu não sei amar.

De: Jorge Palma

 

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Enfim é o que temos…

Mais de um quinto da área ardida corresponde a zonas públicas.

 

 O Dr. Jorge Sampaio disse que o governo devia tomar medidas coercivas no que diz respeito a limpeza da floresta em Portugal, nomeadamente no que diz respeito aos privados. Ou seja os privados são displicentes e o governo tem de actuar. Foi precipitado, pouco prudente.

O Sr. Presidente da Republica por muito menos demitiu um governo. É certo que está no fim do mandato e diz o que quer e lhe apetece, mas bem que podia chamar a pedra o governo por não o ter alertado desta situação ou até ter-se informado melhor. Não o faz porque é conivente. Andamos todos a fazer trapalhada demais, Portugal assim não.

 

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Começam a baixar os níveis de stress acumulados, hoje sinto-me assim.


NADA A PERDER

[Adolfo Luxúria Canibal / Miguel Pedro]

 

Tenho sempre uma garrafa para beber

E uma mulher para amar

Porque nada tenho a perder

 

Há uma enorme festa nas ruas

De vez em quando aparece a polícia e tenta prender

Matar toda a gente

Sobretudo quando nos aventuramos pelos bairros residenciais

Onde pessoas aterrorizadas fingem que tudo vai bem

Encarceradas frente à televisão

Quando partimos uma montra ou saqueamos uma loja

Quando atacamos colunas de assalariados

O truque é ter um bom veículo para a fuga

Recolher rapidamente ao nosso território Às ruínas

E partilhar os despojos

 

Há sempre uma garrafa para beber

E uma mulher para amar

Quando nada se tem a perder

 

Sei que um dia, mais cedo ou mais tarde

Também eu acabarei por morrer

Mas se hei-de esperar a morte na solidão do quarto

No conforto asséptico do isolamento

Antes então o gume da liberdade

Entregar-me à vida perdidamente

 

Há sempre uma garrafa para beber

E uma mulher para amar

Quando nada se tem a perder

 

 

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