Oct 23 2005

Faz um 1 ano que partiste!!

Para o meu amigo Magalhães.

Partiste assim sem vontade, levado por essa terrível doença que consume qualquer um, e o enche de sofrimento. Partiste assim e deixas-nos tristes e amargurados, cheios de vontade de explodir, com frases de guerra, de forma enérgica e pura, como tu tão bem sabias fazer.  

Não importa agora dizer o bom homem que sempre foste, importa sim exaltar a maneira como sempre disseste sim, como sempre foste fiel aos teus princípios, as tuas lutas, as tuas convicções, aos teus amigos. Importa ainda agradecer tudo aquilo que me ensinaste, e prometer-te que nunca mas nunca me desviarei de ser como sou, porque o exemplo que me deste é único, mesmo que por vezes te criticassem pela forma, sempre dignificas-te o conteúdo das tuas ideias, que postas em pratica, se revelaram por muitas vezes brilhantes. Por tudo quanto deste ao serviço do interesse público muito obrigado.

 

Agora que sou chamado a servir tentarei seguir o teu exemplo, esta é a melhor homenagem que te posso prestar. Bem sei que de onde estas sorris de alegria pela nossa vitória.


Oct 21 2005

António Damásio, alguem conhece?

Num período em que nada de novo se diz, em que só se dá importância ao que é realmente banal. Num país em que todos reclamam de si mesmo, que estamos cada vez pior e sem esperanças de melhoras do que diz respeito a auto-estima.

Só mesmo a Rita Barata Silvério, para nos lembrar que:

 


Retirado do Blog http://www.rititi.com/

 

RITITI EDUCA O POVÃO

António Damásio, Prémio Príncipe de Astúrias de Investigación Científica y Técnica 2005



No meu país onde a queixa é arte e nunca há dinheiro, onde as desgraças sociais e o futebol têm a mesma categoria mediática, no meu país que dignifica e publicita Mourinhos e palhaços que brincam aos soldados, ninguém se lembrou que hoje António Damásio recebe o Prémio Príncipe de Astúrias. Não deve ser importante.

 
por rititi @ Sexta-feira, Outubro 21, 2005
 

 

 


Obrigado Rita, por se ir lembrando de coisas boas, nos tempos que correm só mesmo, uma mulher com sentido prático fortemente apurado, pode ter a capacidade de romper com a tradicional e displicente forma de estar da grande maioria de quem comenta o mundo.

 

 

 


Oct 21 2005

Exercícios poéticos.

Rascunho – Poema IV - Lisboa: (Um sinal de esperança)

 

Tão convencido que estava pelas vitórias que tive, que julguei ter-te esquecido,

Mas fizeste questão de me lembrar que existias, e simbolicamente mostraste-te,

De repente desaba sobre mim uma imensa vontade de festejar tal momento,

De te dizer de uma vez só o que nunca te disse, de te fazer chegar a mensagem da minha vitória.

 

Mas mais uma vez a razão cai em mim e não me permite sequer dizer-te, que te vi chegar,

Puxo um cigarro, olho o teu sorriso e murmuro bem baixinho, – ” Quando tiver de ser será”

E fico aqui quieto, convicto de que um sinal maior virá, para que possa arranjar uma outra desculpa qualquer para não te abraçar.

 

 


Oct 14 2005

O Seu a seu dono.

O trabalho de Marques Mendes na frente do PSD tem sido um trabalho digno e meritório. A prova disso está no resultado eleitoral do passado dia 9 de Outubro. Nomeadamente a grande vitoria em Lisboa. A escolha de Carmona Rodrigues e a estratégia seguida pelo mesmo deu um resultado bastante positivo ao PSD. Marques Mendes não é como todos sabemos o líder desejado por muitos dos meus companheiros de partido e em determinada altura por mim mesmo, não por ele é óbvio, tem tudo para ser um bom líder, mas por algumas pessoas que o rodeiam. No entanto há coisas na vida que são ultrapassáveis, quanto mais não seja porque passam a ser mínimas num panorama de responsabilidade confinada pelo eleitorado, o caminho agora é governar as Câmara e Juntas de Freguesia, de forma capaz e exemplar, ajudando assim Portugal a ser melhor. Marques Mendes no meu entender teve aqui um papel de grande importância e a ele enquanto presidente do PSD deve-se o mérito de ter coordenado um grupo de vencedores. O facto de em alguns momentos não ter concordado com as suas formas de actuar politicamente não significa que não reconheça agora os seus méritos e há mérito de Marques Mendes na vitoria do PSD nestas eleições autárquicas e não é pouco. Marques Mendes conseguiu conduzir o PSD a uma vitoria em condições adversas quer dentro quer fora do Partido, sem nunca desistir e sem se desviar um milímetro da sua estratégia e dos seu princípios. A politica feita destas forma é bem mais agradável.

 

 


Oct 11 2005

Quero dedicar a minha vitória a oito pessoas muito especiais…

…porque a minha vida não é de todo só a política quero aqui realçar que nos momentos mais importantes da minha vida politica, existiram pessoas que sem as quais não teria sido capaz de mostrar as minhas capacidades.
Ao meu tio Juca e a minha tia Nana. Ao Manuel, ao Fernando e ao Zé.
A Joana que abdicou de tanta coisa para estar ao meu lado na campanha de 2001.

Ao Pedro e a Elizabete que no último ano me ajudaram muito dando-me a confiança, a amizade e a tranquilidade que eu tanto procurava para encontrar de novo o meu equilíbrio. Obrigado por me terem proporcionado a possibilidade de fazer política, valeu a pena.

Dedico-vos está vitória com a maior ternura do mundo.


Oct 10 2005

E o eleitorado escolheu bem. E eu é que sou o Presidente da Junta… :) :)


 

 

 

…e nunca me esquecerei que o devo às pessoas que confiaram em mim, aquelas que me deram um sinal e uma oportunidade de demonstrar que sou capaz de realizar o que me propôs.

Mas acima de tudo e todos devo-a ao Vasco Morgado, que foi incasável, inesgotável e acreditou sempre que este sonho que teve inicio há quatro anos atrás era possível de realizar. Nunca mais me irei esquecer da sua determinação quando há quatro anos, visitava eu a Junta de Freguesia na companhia de Santa Lopes, e o Vasco me abordou, apresentou-se e disse: “traga o homem a visitar a sede dos Bombeiros e eu farei tudo para ganharmos S. José”. Aqui era a determinação e o amor pela corporação que falavam mais alto, era vontade de mostrar que era possível ganhar se olhássemos olhos nos olhos pelos que são por vezes completamente postos de parte. Ao longo destes quatro anos o Vasco nunca perdeu a esperança, lutou até ao último dia. Soube esperar, soube ouvir, soube compreender. A ele acima de qualquer outra pessoa eu tenho que agradecer está vitória. Mas nada disto teria sido possível sem o papel não menos importante daqueles que sempre acreditaram em mim. Há pessoas a quem tenho de dizer, esta vitória é vossa. Porque sem elas nunca mas nunca teria sido eleito, começo pela Mizé me levou para JSD já lá vão alguns anos, o Joaquim Valente pelo trabalho que deixou feito há oito anos atrás, foi nele em quem pensei primeiro, está vitoria é do Joaquim Valente também. Depois o Paulo Moreira por todas as razões e mais algumas, mas principalmente porque tudo o que aprendi de bom na política foi ele que me ensinou. Há pessoas de que não me posso esquecer pela importância que tiveram no carinho, confiança e disponibilidade demonstrada ao longo dos anos, ao Luís Gonçalves, ao Eduardo Correia de Matos, ao Pedro Dias, ao Luís Sousa, a Maria João Ramos, a Gisela, ao Pedro Maduro, a Claudia Vajão, a Claudia Inácio, ao Salvador Kadosh, e ao Nelson Coelho. Muito e muito obrigada por tudo o que vivemos nestes últimos anos, está vitoria é vossa. Prometo que nunca vos irei desiludir.

 

Aqueles que me conhecem bem sabem que não podia deixar de escrever, sobre aqueles que tudo tentaram para que não conseguisse, quanto mais não seja pela falta de respeito e lealdade que me tiveram. Porque a ingratidão é dos actos que mais condeno no homem, quero que fique bem claro que dificilmente me sentarei a mesma mesa com quem me demonstrou ingratidão, desrespeito e deslealdade de forma expressiva. E não, não estou a transformar um momento de vitória agradável noutra coisa qualquer, estou no que eu entendo a ser justo comigo mesmo. Continuo a dizer o que sempre disse: “estou na política para servir, porque graças a deus, aos meus pais e a confiança da administração da empresa para quem trabalho, não preciso da política para viver, estou aqui descomprometidamente. Porque entendo ser um dever de cidadania. Porque sou um romântico e como tal vejo sempre o lado mais bonito da vida, e entendo que todos merecem viver esse lado.” Por isso não admitirei nunca que seja quem for me fira na minha dignidade e coloque em causa qualquer escolha minha em prol de quaisquer outros interesses e valores que não sejam os meus e os da minha família.

 

Estou de bem com a minha consciência e pronto para dentro de quatro anos ser julgado pelos eleitores, até lá, por favor quem não me quiser ajudar não atrapalhe, quem quiser vir comigo faça o favor de entrar todos são poucos, para tanto trabalho que tenho para realizar. Obrigado a todos, obrigado PSD.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Oct 4 2005

Eu escolhi os melhores, falta o eleitorado escolhe-los também

As vezes não é fácil gerir a sensibilidade daqueles que nos estão mais próximos ou que mais confiamos. Como confiamos e nos estão tão próximos, não nos apercebemos que também tem as suas convicções e a sua maneira de estar. Julgamos porque lideramos um projecto em que os que o compõe são quem nos escolhemos, que esses dirão sempre que sim e nunca contestaram a nossa actuação. Este é um princípio errado, que não partilho.

A confiança não significa subserviência. Aquilo que exijo dos meus pares é apenas lealdade e franqueza, apenas isso.

Ao mesmo tempo exercito constantemente as suas capacidades e atrevo-me a testa-los até ao seu limite, correndo os riscos inerentes a esta atitude, mas acaba por ser compensador. Esta última semana constatei, que tenho ao meu lado na candidatura que personifico a Junta de Freguesia de S. José, uma equipa equilibrada, exigente, batalhadora, capaz e ambiciosa com a qual posso contar sempre para fazer melhor e melhor em prol da população. Orgulho-me de ter escolhido os melhores de entre os melhores para me acompanharem. Era bom que os eleitores em consciência os escolhessem também.  

 


Oct 3 2005

Há quanto tempo, já precisava disto!


Extraordinária noite de sexta-feira, daquelas a moda antiga, com o Lux actualizado, divertido e em plena loucura saudável, há muito que não sentia o quando é divertido o jogo da sedução, acompanhado pela loucura que o wisky em excesso nos provoca, e ter de horas depois, estar com o ar mais bem comportado do mundo sem esconder, como é obvio, que se acabou de sair de uma noite agitada. Não é difícil, mas sente-se bem o peso dos excessos do passado, que agora se reflectem por tudo e por nada. No entanto que noite deliciosa.

 

Depois o Porto matar saudades, rir a bom rir, rir de nos próprios, rir de divertidos que estávamos. Acordar já junto as 13 horas, almoçar na ribeira, poder voltar a atravessar a ponte de cima a pé, e agora sem carros, sem poluição. Poder contemplar o Porto dali, como se de uma aguarela pintada se trata-se.

 

Deu para ganhar mais força ainda, e ao mesmo tempo recuperar alguma tranquilidade.