Arquivo | 01. Nov, 2005

Que Deus me acompanhe.

Concluído que está o acto de posse, aqui estou eu sentado na cadeira de Presidente de Junta, iniciando o dia com uma conversa com Deus, onde lhe pedi que desse força a todos a minha volta e que olhasse pelos que mais amo. Que olhasse pela Elizabete, pelo Pedro, pelo Monteiro, pela Magda e pela Adriana . Que ficasse atento ao meu pai e a minha mãe e que não deixasse de estar também atento a todos aqueles que de uma forma ou de outra me tem dado a possibilidade de viver em prol dos outros. É sempre assim quando se está numa missão como esta, pelo menos eu entendo assim, os amigos a família ficam sempre para trás e nunca deixam de nos amar. Por isso este meu encontro com Deus hoje foi dedicado a eles, aos que ao longo dos anos me fizeram feliz sem cobrar nada em troca, e as famílias do Vasco e da Claudia pelas mesmas razões.

 

Logo de seguida iniciamos o mandato realizando a primeira reunião de executivo para que ficasse lavrado em acta as responsabilidades de cada um, amanhã bem cedo começamos a trabalhar sempre em prol da população e da melhoria da sua qualidade vida.

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Na solidão, ouvindo Palma. Estou de novo apaixonado.

 

                            Quem És Tu, de Novo

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga

Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

 

Autor: Jorge Palma

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