Só, sinto-me só.
Na solidão de um poder quase nulo, de um país sem rumo nem vontade,
Só numa constante luta com meu eu, com uma vontade enorme de vencer,
Só num cansaço rude e violento que me despe de protecção, e me tira anos de vida, e me deixa sem força
Só porque a pressa que tenho é maior que de todos,
Entro então no desespero, fico aqui quieto entro dentro de mim,
Calo-me, não consigo ouvir, e penso logo em fugir amargamente para longe,
Só como nunca, depois de ter conseguido tudo o que sempre quis,
De nada vale esta felicidade sem ter com quem a partilhar,
Fico então preso a mim mesmo, entrega ao frio do desespero,
Olho para trás e ninguém se aproxima, foi eu que os fiz fugir,
Porque tanta sorte? Porque tanto sonho realizado? Se apenas eu posso viver este momento,