Mar 4 2006

Desabafos.

No meio de uma enorme asafama concretizar bem e depressa são coisas que para nos portugueses não se podem realisar, são impossíveis e incompatíveis. Não é um tema novo eu sei, mas embora cause um enorme desgaste pessoal tem-me dado um imenso goso, trabalhar em prole daqueles que realmente precisam, concretizando bem e depressa.
Em tres meses colocar um grupo de jovens que estavam a caminho da delinquência, a caminho de uma vida com objectivos, e sentir de cada um deles que estão agradecidos por isso, é fazer rápido e bem. Como disse quando me candidatei à um preço muito alto a pagar por esta dedicassão, perde-se o contacto com aqueles que amamos, desespera-mos na solidão quando a noite cai e afogamo-nos em cigarros quando se aproximam os momentos mais importantes. Tenho tantas saudades de estar rodeado de quem me ama, que me entende, que me atura e fico para aqui fechado revoltado com o mundo, procurando soluços para que amanhã exista mais uma pessoa feliz.
Dentro de alguns dias comemoro 35 anos e decidi esquecelos em prole de uma homenagem a “Rafael Bordalo Pineiro” que nasceu há 160 ano no mesmo dia que eu, e viveu em S. José, porque acho que é importante preservar a cultura e transmitir a todos que nesta freguesia outrora nascera um dos mais elevados artistas portugueses, porque o conhecimento nunca fez mal a ninguém e a obra de Bordalo Pineiro tem motivos de alento para a alma tusa.