Jul 24 2006

Ensaios Poéticos – Parte I – Só (textos para poesia)

Passos os dias na inacreditável azafama que o tempo me trás, olhando sempre de soslaio para o ponteiro dos minutos, sem tempo as vezes para mim mesmo. Resolvi então revigorar, ganhar novo animo, entrar num novo momento. Saio então da cidade rumo ao sul, e de repente chego a um mini paraíso. Paro olho a lua que transborda de música que me faz sentir enorme. Danço toda uma noite de uma só de uma vez só. Até que as pernas não me deixem mexer mais e fico quieto na esperança de ter coragem de ficar assim por muito mais tempo. Feliz, motivado e rejuvenescido regresso para preparar férias e dou comigo como sempre sozinho mas desta vez feliz.  


Jul 24 2006

Comunicar…

…é o que se pretende com o site da Junta de Freguesia de S. José, veja, divulgue e dê a sua opinião que para muito importante mesmo, só assim será possível melhorar. www.jf-sjose.com

 


 


Jul 9 2006

Uma jóia no centro de Lisboa.

Está desde Sexta-Feira patente, na Igreja de S. José dos Carpinteiros, uma exposição de “Arte Sacra em Madeira” de Virgínia Estorninho que vale a pena visitar. Pode ainda visitar a “Igreja de São José dos Carpinteiros”, de arquitectura barroca e pombalina. A sua fachada arruinou-se em 1755, sendo reconstruída em 1766 por Caetano Tomás, com linhas arcaizantes, de que avulta o portal rectangular. De planta longitudinal, este templo é composto por dois rectângulos justapostos, ou seja, a nave e a capela-mor, que, no conjunto, fornecem a volumetria paralelepipédica que a caracteriza, além do telhado de duas águas que a cobre na totalidade.
Em relação ao exterior, dever-se-ão destacar elementos, como o portal principal encimado por medalhão com a figura de São José em baixo-relevo. Este medalhão encontra-se, por seu turno, ladeado por duas cartelas evocativas dos principais eventos que notabilizaram este conjunto arquitectónico.
Quanto ao interior do templo, ele caracteriza-se pela sua nave única e capela-mor cobertas com abóbada de berço, encontrando-se a da nave preenchida com pintura ornamental monocroma oitocentista desenvolvida a partir das figuras centrais, ou seja, das de São José e do Anjo. Relativamente às capelas laterais, elas apresentam retábulos de talha policroma do século XVIII. Será, ainda, de sublinhar, a cobertura das paredes laterais da nave com lambris de azulejaria setecentista, representando aspectos da vida de São José.
A Igreja de S. José dos Carpinteiros é ainda a sede da irmandade Casa dos 24.

A Casa dos 24 é uma corporação dos ofícios criada por D. João I em 1383. Era constituída por 2 homens de cada um dos 12 ofícios considerados mais importantes e participava activamente no governo da cidade. Foi reformada em 1572 e extinta pelo governo liberal em 1834. Estava sedeada no Hospital de Todos-os-Santos tendo passado, com o terramoto de 1755, para a Igreja de São José onde já funcionava a Confraria de S. José dos Carpinteiros. Aí se conservou o espólio que foi resgatado dos escombros bem como o que foi sendo acumulado posteriormente. Todo o espólio documental está, desde 2005, em depósito no Arquivo Municipal onde tem sido alvo de limpeza, inventariação e acondicionamento.

A Irmandade de Ofícios da Antiga Casa dos 24 de Lisboa – associação pública de fiéis católicos, com personalidade canónica e civil, com sede na Igreja Paroquial de São José dos Carpinteiros – é a herdeira de todo o espólio e, no fundo, da própria Instituição.

A Importância desta instituição e do seu património requer um olhar atento de todos, é urgente que a sociedade intervenha na recuperação deste espólio magnífico. Por esta razão apelo a todos que visitem esta igreja e que se juntem a mim na busca de uma solução para que esta seja recupera.


Jul 2 2006

Mais uma vez Lisboa em Grande

Com uma dos mais brilhantes espectáculos que vi nos últimos tempos, Rão Kyao no MAXIME.

Inspirado soberbamente pelo pão, o azeite e o vinho, Rão e os seus pares trouxeram ao palco do MAXIME uma sonoridade única de qualidade superior. Numa atmosfera onde se respirava tranquilidade, equilíbrio e uma paz de espírito difícil de alcançar com a pressa dos dias. Com momentos assim é possível viver em completa euforia, mas como são raros é melhor não arriscar, prolongue-se assim o maior número de dias possível estas sensações.