Viajando de Vespa - O Poder das Minhotas, o melhor da viagem.



Pelo meio de tudo isto consigo ainda apaixonar-me, e ter que fugir de repente desta paixão, como se alguma vez fosse possível, mas prefiro assim antes que me magoe a sério, desta vez doeu. Há muito que não me apaixonava assim.
Para trás fico ainda muito por dizer da viagem como os pontos positivos de Ovar.
Não me vou esquecer da Arquitectura do Sec. XIV, de algumas casas que visitei, acompanhadas no seu comprimento por logradouros transformados em mágicos jardins, cuidados pelas mãos de verdadeiros bebedores da “água da fonte dos namorados”. Ainda o magnífico estado da Igreja Matrix de Ovar, lindíssima, bem cuidada, esta igreja tem uma imagem de S. José que me fez ficar deslumbrada, é provavelmente a mais bonita imagem de S. José que já vi, se tiverem a oportunidade de passar por Ovar não se esqueçam de reparar esta imagem.
E agora que regressaram de férias não se esqueçam de passear na Avenida.
Para trás ficou Ovar e a Praia do Furadouro, fiquei um pouco desgostoso com o pouco cuidado que se nota existir com o Cine-Teatro de Ovar, já merecia uma intervenção cuidada. Assim como a “fonte dos namorados” de Júlio Dinis, extremamente degradado um espaço lindíssimo e o que mais custa é que avaliando a recuperação necessária, mais os cuidados de manutenção a ter, não se vislumbram grandes custos, mas quando chegar a Lisboa faço questão de ligar ao meu colega de Ovar e sensibiliza-lo para a recuperação desta fonte, tenho a certeza que será sensível a minha sugestão. Sigo agora para Viana do Castelo desejoso de chegar a Caminha mais um sublime lugar, que me dá paz e um sossego único.

Nada podia ser mais maravilhoso, poder ver e ouvir ali a dez metros, daquele que imitava quando tinha 13, 14 anos. Sempre fui fã dos Stones e perdi as anteriores oportunidades de os ver nas suas passagem por Portugal. Podia descrever este concerto de variadas formas porque me encantou verdadeiramente, porque me surpreendeu, porque chorei, porque vivi uma emoção só do princípio ao fim e porque deu para notar que os Stones tudo fizeram para que assim fosse. Ficou a vontade de em breve os voltar a ver, talvez em Londres num concerto intimista, lá para o Inverno se assim for não perderei a oportunidade.
Quinta-Feira dia 10, com o país a arder, nomeadamente com o Parque Natural do Geres em plena catástrofe. Com a Praça da Alegria em final de obras, com uma série de gente de férias entre uma panóplia imensa de recomendações, saiu rumo ao Norte, viajando na tranquilidade com a convicção de que é possível aprender mais sobre o mundo olhando para cada pormenor com maior detalhe. Por isso é que viajo de Vespa, é um espírito um pouco diferente do normal, eu sei, mas é dos maiores prazeres que tenho na vida.
Primeiro destino, Porto. Com passagem por Águeda e Sever do Vouga, confirmando estes locais como os mais encantados do Planeta. Sever do Vouga é uma paixão desde 95 decorria a campanha eleitoral para as Presidenciais, rever esta paisagem trouxe-me uma imensa calma, começo verdadeiramente a recarregar baterias.
Entre um telefonema e o ditar de um oficio, porque Lisboa não para e eu estou cada vez mais dependente do exercício das minhas funções, chego ao Porto. Rever amigos, ganhar força e esperar por Sábado, vêm aí os Rolling Stones…