Jan
26
2007
Depois de uma semana quase impossível de viver em Lisboa pelas mais variadas razões. As saudades da tranquilidade dos dias na cidade do Porto e abrupta notícia da partida de Joana para a Turquia deram-me uma enorme vontade de correr para cidade onde vivi os mais felizes dias da minha vida. Até porque há coisas para por
em dia, “Serralves e os anos 80” e o Mercado do Livro no Ferreira Borges, e os amigos aqueles que em determinada altura da minha vida me seguraram a ela e que são o mais importante da vida. O que vi acontecer a algumas pessoas esta semana levou-me a pensar isto mesmo que sem amigos não vale a pena e que as vezes são eles que nos ajudam a superar o pior da vida, por isso Gabriela eu estarei sempre aqui ou a caminho do Porto.
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Jan
8
2007
Não tenho memoria, de alguém me ter contado uma história de sorte e muito menos de eu mesmo ter vivido uma história de sorte assim. Este fim-de-semana pateticamente, perdi a minha carteira no Amoreiras, já mais pensei que a ia reaver. Dentro algum dinheiro, o suficiente o para o jantar daquela noite e uma ida a Évora com almoço incluído sem ter de recorrer ao multibanco. É certo que jantei na mesma, mas já não foi a Évora. Incrédulo comigo mesmo e sem reagir pensei na imensidão de procedimentos que teria de tomar para voltar a ter todos os documentos que estavam na minha carteira.
Esta manhã recebo um telefonema de alguém que não conhecia, que me diz precisar de falar comigo e só comigo. Este alguém era um senhor com setenta e poucos anos, que não me quis dizer o nome, que veio ter comigo sem dizer de onde, que encontrou a minha carteira intacta, com todo o que tinha antes de a perder, que não quis aceitar nenhuma recompensa, nem que o levasse casa ou a qualquer parte. Pediu-me que o deixasse ir, depois da minha insistência em que pelo menos almoçássemos juntos. Retirou-se em passinhos curtos, olhando-me nos olhos disse-me respondendo a minha desilusão por não me deixar retribuir o seu gesto. “Deixe lá encontramo-nos no céu, um dia.”
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Jan
4
2007
(Construído um amor…)
Em cada silencio teu está a minha alegria, mesmo quando me dizes que não vale a pena insistir no teu amor,
Sei que vou ser teu, da mesma maneira que vais ser minha,
Procurarei ser o mais tranquilo que poder, nada farei para te ferir, mas o caminho que tenho a seguir, é o mesmo que o teu,
Não, não vou caminhar para o mesmo lado que tu, nem sequer seguir os teus passos para as nossas vidas se encontrarem despropositadamente,
Vou apenas ser eu como sempre, esperando por ti meu amor, construíndo devagar cada momento nosso.
(este poema é um ensaio de uma nova serie de poemas que iniciei em Novembro de 2006)
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