Jun 6 2007

O menino que chora…

Já vi este filme. Usar a política em forma de espectáculo mediático, é uma maneira de convencer as pessoas através da emotividade a votar num candidato. Pode classificar-se esta estratégia de populismo, que não considero mau como muitos, desde que depois de eleito o candidato assuma gestão politica de forma cumprir com o programa proposto a população. É uma escola, aplicada em Portugal com sucesso por Enar publicitário brasileiro que fez a campanha de Pedro Santana Lopes em 2001.

 

Mas a que ter muita atenção a forma como aplicamos este tipo de estratégia, uma coisa é trabalharmos as qualidades de um candidato colocando as suas emoções de pessoa em evidencia explorando ao máximo o lado emocional do candidato, como foi o caso de Santana Lopes. Quem não se lembra do “Menino Guerreiro”? Outra coisa é o próprio candidato não ter a noção de que chorar por um amigo que pelos mais variados motivos o colocou a ele candidato em causa. Quem não se lembra que Fontão de Carvalho é um dos principais responsáveis da estratégia financeira do Municio de Lisboa, que levou esta autarquia a chegar a este ponto, pondo mesmo em causa a continuidade daquele que hoje aparece em publico a chorar, em nome de uma amizade que acredito existir, mas sem ter em conta que há sentimentos que não se podem misturar. Esta é uma das razões pela qual o Prof. Carmona Rodrigues teve de deixar de ser Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, geriu um programa com a preocupação de proteger sempre os amigos que o fazem chorar e esqueceu-se de Lisboa. Tal como no passado o tinha feito com o seu amigo de então, Pedro Santana Lopes, e nos lisboetas, quereremos um amigo assim?