Falta de organização, imperdoável para quem já fez bem.
No Algarve descansando a cabeça e descontraindo, decidi fazer uma surpresa a Dra. Rute, levá-la a ver a final da taça da liga que opunha o seu clube (Sporting) e o clube de coração da senhora minha mãe (Vitoria Futebol Clube).
Sendo Portugal um país que organizou um dos eventos maiores do futebol, o Euro 2004 se bem me lembro, sendo o “Estádio do Algarve” um dos estádios construídos de raiz, tendo o estado português investido em formação profissional para especializar pessoas em eventos desportivos nomeadamente de futebol, sendo este estádio gerido por uma empresa municipal, “Sociedade de Concepção, Execução e Gestão do Parque das Cidades Loulé/Faro - Empresa Intermunicipal, E.I.M”, sendo este evento organizado pela Liga de Portuguesa de Futebol Profissional, não consigo de forma nenhuma entender o que a seguir vos vou descrever, ou melhor e para ser mais correcto em Portugal nunca aprendemos nada e nem nos esforçamos para aprender, mesmo que isso nos facilite a vida, a nossa e da dos outros, grave é que não percebemos que nós é que perdemos e não nos importamos.
Passo então a descrever a minha aventura:
1- Chegada ao Estádio do Algarve: Ao procurar saber onde comprar bilhetes, não encontrámos nem qualquer espaço de informação nem semelhante a uma potencial bilheteira.
2- Primeiro choque: Após uma volta completa ao redor do Estádio e após ter abordado vários indivíduos devidamente fardados e identificados como “Staff”, que me responderam repetidamente “ não sei, não sei mesmo. Sou colocado aqui vim de Lisboa, nem conheço bem o estádio…”, eis que vejo uma roulotte com um enorme placard que dizia “Meeting Point”, aproximei-me e lá estavam duas belas jovens fardadas a rigor, perguntei então se me podiam ajudar ao que me responderam “lamentamos mas não pertencemos à organização; estamos aqui apenas para entregar os convites a quem os vier buscar”. Compreenderão que não descreva aqui o que pensei naquele momento, cheguei mesmo a pensar se não estaria a ser gozado, reformulei a pergunta, obtive então a mesma resposta.
3- Segundo choque: Dirigi-me então ao carro para sair dali antes que chegasse a enchente que se adivinhava. No entanto, tirar o carro do parque era impossível visto estar bloqueado por outros. Na tentativa de resolver o problema ligo à GNR de Loulé. Uma voz simpática e educada pede-me que me dirija a um dos colegas no terreno. As respostas que obtive das forças de autoridade nacional foram, “ que quer que eu faça?!” respondo eu “que me ajude!” responde o agente de autoridade “pois” e assim ficamos, desisti.
Tive a sorte de encontrar uns adeptos desistentes por causa da chuva, que me venderam os seus bilhetes - é certo que no meio disto tudo tive sorte.
Será que por uma questão de sorte que vamos tendo aqui e ali desistimos de exigir melhor serviço e mais profissionalismo na gestão dos equipamentos públicos?
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