Jul
28
2008
Vêm aí os Jogos Olímpicos de Pequim, e Portugal está muito bem representado ao nível individual, quero eu dizer nas modalidades e provas desportivas em que o atleta depende de si do seu treinador e das condições que vai conseguindo para se manter ao mais alto nível. No que diz respeito as modalidades colectivas, Portugal não tem sequer uma única representação nos Jogos Olímpicos, e se no caso das modalidades ditas amadoras o problema é e investimento e aposta por parte do Estado e dos clubes, no caso do Futebol parece-me grave que Portugal não esteja representado e nem sequer ninguém tenha pedido responsabilidades ao Senhor Scolari e sua equipa técnica.
Numa competição onde se promove a educação física e apetência para o desporto a milhares de jovens de tudo o mundo, continua a ser o Atletismo e a Vela quem mais contribui para que a bandeira da República suba e que musica de Keil se ouça.
Só espero que Carlos Queiroz o novo responsável por todas as selecções tenha um objectivo de criar condições para que uma selecção de Futebol suba ao podium nos Olímpicos de 2012, e que o Comité Olímpico Português, em conjunto com as várias Federações encontrem estratégias para colocar outras selecções de modalidades colectivas nas Olimpíadas de 2012. Sugiro que comecem pelo Rugby, pois a força e o espírito com que conseguiram atingir a fase final do Campeonato do Mundo é exemplo do verdadeiro espírito olímpico, que incutido a um grupo de jovens atletas pode até dar bom resultado.
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Jul
28
2008
Paula Teixera da Cruz, in Correio da Manhã.
Da vida real
Os resultados das empresas do PSI 20 referentes ao segundo semestre são tremendos: as grandes empresas perdem quase metade dos lucros. Por outro lado, o Instituto do Emprego e Formação Profissional revela que a desaceleração económica já se sente no mercado de trabalho e as empresas estão a contratar menos (óbvio).
Os furtos de produtos de primeira necessidade em supermercados subiram exponencialmente (mais de 66 milhões de euros em 2007). Os pedidos de ajuda alimentar nas juntas de freguesia subiram em alguns casos sessenta por cento e o banco alimentar não tem mãos a medir. Associações há, co-mo a Abraço (entre outras), que estão em risco de não sobreviver. Isto significa, para além de qualquer dúvida razoável, empobrecimento.Estamospobres, mas ninguém se refere à pobreza. A cultura instalada não permite falar em pobreza. Em Portugal ‘ninguém é pobre’: está ‘levemente endividado’ (e sabemos bem o que quer dizer o ‘levemente’). Mas que já há cães a disputar restos com pessoas nos caixotes do lixo da cidade, lá isso há e é um facto chocante.
O que faz o Governo? Continua mudo e quedo, enlevado com a sua imagem, longe da rua. Isso começa a ser muito impressivo nos discursos de Sócrates: o alheamento da realidade. Fala de outro e para outro país. Fazia bem ao Governo inteiro pôr o pé na rua, calcorrear as zonas históricas e constatar a sua degradação; o mar de agulhas a provar uma juventude desestruturada e ter algum tempo para percorrer aglomerados recentes, para ver o que lá se passa – da desocupação à destruição, à ausência de equipamentos. Mas não, o Governo continua a anunciar megalomanias que pagaremos com juros elevados e muitas delas nem serão então precisas. Quando algo corre mal, o Governo muscula a voz. Só que agora não convém que adopte a conversa musculada do costume porque as pessoas andam desesperadas e o desespero não costuma dar bons resultados.
Desta, se pretende passar pelospingosdachuva,o Governo não vai conseguir. E o PSD? O último conselho nacional permitiu criar boas expectativas. Manuela Ferreira Leite está a ‘recredibilizar’ o partido e a restabelecer a confiança com o País que o PSD manifestamente tinha perdido. Mas o resto também é importante. As pessoas estão ávidas de soluções, sentem-se à deriva. É preciso não esquecer isto. E já agora, que se comece por pensar a reformar a Educação a um prazo de vinte anos: o que precisamos e como formamos.
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Jul
21
2008
Lisboa, com a calma do Tejo, ficas tão mais bela,
Lisboa, percorro-te junto rio, e solta-se-me uma gargalhada,
Alegria, de ver-te linda, tocas-me como noutros tempos, deslumbras-me como nunca,
Passo devagar ao fim do dia e tu continuas a sorrir, linda como sempre foste, linda como nunca deixarás de ser…
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