Aug 19 2008

De Férias…

Ontem já era tarde. Descanso total durante uma semana e uns dias, ou seja de hoje até dia 1 de Setembro, não sei, não vi, nem quero saber. Até já!

Aug 19 2008

A Avenida, e as suas esplanadas.

Fazer cidade não é apenas demolir, ou terminar simplesmente com os elementos ou usos com os quais não concordamos. Fazer cidade é perceber a cidade, cada zona da mesma e estudar a médio e longo prazo o que queremos dela. Caso contrario estamos a construir lugares sem expressão nem significado, estamos a descaracterizar espaços e a criar vazios sem sentido. Quando eleito para Junta de Freguesia de S. José um das primeiras questões que coloquei ao então Vereador António Proa, foi “que futuro queremos para das esplanadas da Avenida?”, na sua globalidade e em particular o “Café Lisboa”. Com estudo de necessidades e sustentabilidade socio-económica elaborado, propus então a reutilização do “Café Avenida”, este encontrava-se encerrado e com um aspecto abandonado. Do levantamento feito a época (Janeiro de 2006), concluímos que bastaria uma limpeza no interior, novo equipamento, cadeiras, mesas etc., e uma nova decoração interior, acrescentada de uma pintura exteriores e repor a iluminação nas lanternas públicas e tínhamos a recuperação do espaço. Mas mais do que a recuperação física do espaço, falamos com os comerciantes da Avenida, com os hoteleiros, e com a população residente e que trabalha na “Avenida”. Concluímos então que para este local e com o caminho livre para podermos remodelar, tínhamos uma solução, que para além de devolver um equipamento a cidade com dignidade podíamos fazer dele um exemplo. Trabalhou-se então na proposta e encontrou-se um modelo. Uma sala de chá com serviço de refeições ligeiras, adequada a um estilo de vida urbano, com uma zona para serviço de almoços e jantar “groumet”. Este espaço iria permitir um protocolo com escolas de hotelaria e turismo que proponham finalistas dos seus cursos estagiar no local que pretendíamos tornar de prestígio na cidade, tínhamos ainda equacionada a possibilidade de parte dos proveitos serem aplicados em acções e actividades de cariz social, envolvendo as Juntas de Freguesia e instituições de solidariedade social da Avenida da Liberdade e Zona envolvente.

O Vereador António Proa cumpriu com a sua parte, activando o meio judiciais afim de reaver para a Câmara o “Café Lisboa”. Falávamos periodicamente a cerca deste assunto acompanhando como ele ia correndo nos tribunais.

A decisão dos tribunais saiu agora, dando razão a Câmara Municipal de Lisboa, isto deve-se a intervenção e acção do Vereador António Proa, e não do Vereador Sá Fernandes que nada fez, limitou-se a ter proveito de uma acção de outro, fazendo passar que ele é que foi o responsável pela acção, mas não foi mesmo. Mais, deu ordem de demolição do espaço e fez disso uma festa, sem sequer equacionar o dia seguinte. Deixou terra e vidros espalhados no chão, e uma equipa de três calceteiros. Tomou uma decisão, justiça lhe seja feita, decidiu não fazer cidade.


Aug 13 2008

Para ver, muito interesante…

Eis uma entrevista bem conduzida, bem respondida, esclarecedora e objectiva. Coisa rara nos dias de hoje ainda mais tratando-se do assunto em questão. Um excelente trabalho de Cândida Pinto.

Refém em entrevista

Médica Teresa Paiva fala sobre o assalto no BES


Aug 12 2008

Matando Saudades do Porto…

O Porto esta ser recuperado, Rui Rio percebeu que tinha que requalificar o Porto, e depois de limpar a promiscuidade entre a politica municipal e os interesses instalados, planeou e cirurgicamente e esta a fazer face as verdadeiras necessidades dos cidadãos em primeiro lugar. Rui Rio não cortou com a cultura como alguns fazem querer, Rui Rio pós fim a uma promiscuidade que estava instalada na cidade, o que vazia com que só alguns tivessem acesso a cultura, pois esta não era programada com visão estratégica, mas sim com objectivos claros de servir um nicho de pseudo intelectuais com interesses instalados. Rui Rio percebeu sempre que devia governar para quem vive no Porto não para quem se alimenta de interesses que não sejam os da Cidade. Por isso, ganhará sempre eleições na cidade invicta.


Aug 7 2008

Os Amigos existem, e estão lá quando mais precisarmos.

Hoje almocei com um amigo de longa data. Num primeiro impacto nada de especial, no entanto a visita do Rui aconteceu no momento certo, veio equilibrar-me definitivamente, como se confirmasse que estou no caminho certo, chamando a atenção para a forma como vou dirigindo o meu caminho. Nem faz ideia, o Rui como foi para mim importante a sua visita. Este almoço poderia ter acontecido a mais tempo, cruzamo-nos algumas vezes, falamos ao telefone outras tantas, ficamos de almoçar mas nunca aconteceu, hoje proporcionou-se.

O Rui é uma das cinco pessoas que admiro desde que me conheço, desde criança a adolescência, o Rui faz parte daquelas pessoas em que eu pensava, “quando for grande “quero ser como ele”. Nunca tivemos muita intimidade, mas consegui sempre acompanhar a sua carreira e a da sua mulher. O Rui teve uma carreira internacional ligada a comunidade europeia e aos seus organismos. O Rui é casado com uma mulher fantástica, alegre, divertida, e uma profissional de primeira na sua área. Nunca me lembro de ver este casal sem ser a sorrir de olhos sempre a brilhar, sempre tranquilos, animados, conselheiros e metidos nas suas vidas. Hoje quando eu ia falando do que estou a fazer, do fiz e do que penso fazer daqui par a frente, o Rui concordava quando entendia, e criticava de forma pedagógica sem nunca ter feito um juízo de valor e ao mesmo tempo fazendo-me pensar, pensar que vida é só uma, que o que conta é o que levamos de bom dela sempre com ponderação e bom senso. O Rui fez-me perceber que preciso muito de me equilibrar definitivamente, e que o caminho que percorro ainda é muito largo e que o devo estreitar. O Rui fez-me ainda perceber, que quando menos esperamos é possível acreditar que os que nos querem bem e acreditam em nos, fazem pelo que somos genuinamente e pelos laços que solidificamos, nunca mas nunca devemos ter vergonha dos nosso erros nem de assumir as nossa culpas, assim como nunca devemos julgar ser os melhores do mundo apenas porque fazemos um pouco diferente dos outros. O Rui fez-me perceber que não perdi nada, que os estão ao meu lado serão aqueles que sempre tiveram, e eu nunca dei por eles, porque eles estão genuinamente e não cobram. O Rui fez-me sentir gente, fez-me ver que não vale a pena escondermo-nos de vergonha, porque em determinado momento deixamos para trás os que mais amamos, porque esses estão lá a nossa espera, nunca nos vão condenar.

Hoje orgulho-me demasiado quando faço seja o que for com valor acrescentado, perco demasiado tempo com quem de mim quer apenas um veiculo para atingir um objectivo que não é o meu, olho demasiado para os problemas dos outros tentado ajuda-los sem olhar para mim e para os meus. Tenho ganho com isso uma enorme realização pessoal mas de alguma maneira desmedida. A conversa com o Rui veio equilibrar o meu espírito, e ficar com a esperança e vontade de me tornar mais racional e menos emotivo.

Obrigado Rui.