Mar 25 2009

Esplanadas na Avenida II

O Bloco de Esquerda votou contra esta recomendação, foi o único partido que assim o fez, a ver vamos o que isto quer dizer…

Grupo Municipal do PSD

 Assembleia Municipal de Lisboa

Recomendação Nº 10

 Fazer cidade não é apenas demolir, ou terminar simplesmente com os elementos ou usos com os quais não concordamos. Fazer cidade é perceber a cidade, cada zona da mesma e estudar a médio e longo prazo o que queremos dela. Caso contrario estamos a construir lugares sem expressão nem significado, estamos a descaracterizar espaços e a criar vazios sem sentido.

Estando a decorrer um conjunto de acções para em definitivo se executar o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona envolvente, com a perspectiva de tornar a Avenida da Liberdade uma zona mais vivida pelos cidadãos de Lisboa.

Tendo em conta as palavras do Sr. Vereador do Planeamento Estratégico e Urbanismo, que Lisboa precisa de mais esplanadas na cidade como fonte de vivencia da cidadania.

Não se encontrado razão aparente ou mesmo qualquer Plano de Cidade que justifique a atitude do executivo municipal em terminar definitivamente com os espaços de esplanada na Avenida da Liberdade, sem encontrar uma solução de modernização dos mesmos ou de estratégia futura para o equilíbrio da Avenida em contraste com outro tipo de oferta na área da restauração e lazer.

Tendo ainda em conta um conjunto de alertas da população, que vive e trabalha na Avenida da Liberdade.

 

 

Recomenda-se a Câmara Municipal de Lisboa que:

 

  1. Não termine com a esplanada existente junto ao elevador da Gloria, no passeio central da Avenida da Liberdade.
  2. Que encontre uma solução arquitectónica equilibrada que permite colocar a ocupação e exploração desta esplanada em concurso público com um nível de exigências adequado aos tempos.
  3. Que se envolva neste processo dentro dos termos legais o actual concessionado, com a intenção de o tratar com a dignidade merecida, não igualado aos que não cumpriram com a Câmara Municipal de Lisboa. 

 

Assembleia Municipal de Lisboa, 24 de Março de 2009


Mar 23 2009

Desalentos…

Na conversa com um grupo de amigos, docentes universitários. Percebi que existe um desinteresse generalizado por quem ensina, e por quem aprende, em melhorar.

Mesmo os mais resistentes em contrariar o estado das coisas, acabam por desistir a meio do caminho, quanto mais não seja porque não vem continuada da sua vontade pelos colegas. Amanhã é o dia do estudante e como tal a nossa democracia deu a liberdade aos estudantes de poderem ser dispensados de aulas. Os professores recebem nos seus emails uma comunicação das direcções das universidades a lembrar o facto e pronto. Alegremente aceitamos como natural. Parece-me a mim abusivo e, um forte sinal de subdesenvolvimento, que considero até perigoso para a democracia, que os estudantes ajudaram a construir. Talvez não fosse descabido que amanhã a proposta fosse, questionar o sistema e trazer soluções, num mega seminário nacional universitário. Mas é mais fácil promover a festa.


Mar 20 2009

Ouvir Lisboa …

Recomendo vivamente a todos a estarem diariamente atentos ao site “Ouvir Lisboa” já  a partir de amanhã 21 Março. É o dia do meu 38º aniversário, o que me deixa animado e cheio de esperança. É que o futuro vem aí se não tomamos cuidado, e as devidas precauções, em breve temos uma cidade virada de pantanas. Ontem passei pelo Bairro Alto sozinho 15 minutos antes das 2 horas da manhã. Estava vazio, triste e sujo. A morte de um excilibris da noite europeia, é provocada pela má opção do actual executivo municipal que já nos vai habituando a nada fazer para melhorar o que está mal, e tudo fazer para estragar o que está bem. A ver vamos como termina este fado…


Mar 9 2009

Os erros de português no “Magalhães”…

Os erros de português no “Magalhães” demonstram bem a falta de preparação técnica deste governa. Mas a meu ver demonstra coisas ainda muito mais graves, como por exemplo a falta de atenção de professores e país para detectar estes erros. O que significa que vivemos cada vez mais num Portugal preocupado com o acessório. O que importa é “ter” se funciona ou é tecnicamente apto depois vê-se. Assim será difícil que resulte o apelo constante a operacionalidade competitiva. Dar a cana para a malta pescar é muito importante, agora dar um pau parecido com a cana que se desfaz na água complica a coisa. A ver vamos onde isto vai parar…