Sem Palavras… é Nacional é bom…
Comissão Europeia considera Magalhães ilegal
Campanhas Eleitorais, poluição visual e falta de coerência.
Com o ciclo de eleições a porta e com o descrédito das populações nos políticos, os partidos e movimentos de cidadãos, complicam ainda mais e demonstram não ter capacidade para inovar. Se não vejamos, no discurso interno os partidos políticos alertam para o facto do cansaço dos cidadãos da poluição visual provocada pelas campanhas eleitorais, e apelam a participação nas redes sociais e no contacto directo com as populações. Mas depois não resistem e enchem as cidades e vilas de Portugal de cartazes enormes, promovendo essa poluição visual, como é que possível fazer que acreditem em nos se nos próprios nos confundimos e nada fazemos para nós dignificar. A ver vamos se isto muda…
Um grito, um desabafo…
Nunca intentei contra ninguém, nunca persegui ninguém, nunca fiz inimigos porque razão fosse. Não entendo porque é que o Partido Comunista Português me tem tanto ódio. Não eu não enriqueci com a política, bem pelo contrário estou agora mais pobre que quando iniciei, este meu serviço público. Não entendo a perseguição, o ódio, os ataques, não entendo, e começo a ficar cansado. O que eu quero é dar o melhor de mim aos outros., acho que mereço respeito mesmo daqueles que não concordem com as minhas ideias e opções, porque eu nunca desrespeitei ninguém. Não sou tão importante assim para me odiarem tanto. Apenas quero fazer bem as pessoas mais nada.
É bom lembrar…Viva o Mude.
É bom lembrar que se hoje temos um “Museu do Design e da Moda”, que tão importante é para a cidade e para o país em geral, assim para o sector a que se dirige em particular. O devemos única e exclusivamente a uma decisão política extremamente contestada pelos que hoje enchem a boca a falar da importância do MUDE. É bom lembrar que sem a decisão de Pedro Santa Lopes em comprar a colecção de Francisco Capelo, não havia matéria para fazer o MUDE aliás a ideia de o fazer é do próprio Pedro Santana Lopes. Por isso é bom lembrar que estas e outras decisões foram tomadas por quem sabe o que faz, e queiram ou não, pensa Lisboa, projectando-a para o futuro. A ver vamos se não se esquecem disto…
Visão, política, económica e social…
Portugal precisa de fazer o futuro.
De facto nos homens e mulheres não aprendemos, somos uma complicada massa, que mesmo com os factos ali a nossa frente, tendemos sempre em caminhar para o abismo.
A crise financeira mundial que agora vivemos, é a prova disso mesmo, mesmo com os factos ali a nossa frente, douramos a pílula e seguimos em frente. Esta atitude não pode ser esperada e merece um conjunto de reflexões.
Portugal é hoje um país que não produz, não temos agricultura nem as industrias ligadas a mesma, não temos pesca nem as industrias ligadas a mesma, temos um imenso mar e uma historia liga a ele e não tiramos partido disso. Afinal de que nos queixamos nos?
Portugal precisa de fazer o futuro, criando, produzindo, e caminhando num sentido que nos una a todos com uma estratégia alargada e firme, sem embarcar nas teorias seguidistas seja lá do que for. Porque no dia em que “Obama” e a sua estratégia falharem a ver vamos como ficamos.
Não quero com isto dizer que não acredito nas estratégias do Presidente Obama, mas isso não nos pode inibir de ter estratégias próprias, projectos alternativos. A estratégia económica, e mesmo a social dos últimos anos foi sempre assente no sólido e prospero mercado financeira e deu no que deu.
Parece-me demasiado ficarmos na mesma, ou seja encantados pela serpente, sem criarmos o nosso próprio encantamento.
Reabilitação Urbana. Oportunidade Perdida!
A mim sempre me disseram que a pior coisa que existe é decidir, mas quem me disse isto, também me disse que quando tivesse dúvidas que deveria decidir contra mim, e disse-me mais, que se trata-se do interesse público deveria decidir sempre, gosta-se ou não gostasse do projecto ou proposta, que acima dos meus gostos e pensamentos estava a vontade das pessoas.
Nas propostas que apresento em Assembleia Municipal, tenho sempre em conta os ensinamentos que em cima descrevo, foi por isso que em Outubro de 2007, recomendei a Câmara Municipal de Lisboa, que recupera-se para a cidade e para os lisboetas o edifício onde esta sediado, o carismático e importante símbolo de da cultura nacional, o Hot Clube de Portugal. Sem qualquer custo para a Câmara e com as regras do jogo a serem definidas pela mesma, infelizmente o executivo municipal liderado por António Costa, ignorou, e o edifício continua lá abandonado, a degradar-se dia a dia sem solução. Enfim a ver vamos até quando…
Recomendação de 16 Outubro - Hot Clube 23-Out-2007
Considerando que:
A reabilitação e conservação da Cidade pressupõe um desenvolvimento integrado, assente não só na requalificação urbana mas também na revitalização económica, na recomposição social e na modernização das infra-estruturas existentes, procurando assim atingir o equilíbrio entre a conservação, a gestão e a renovação;
A Cidade existe como um todo, com a sua identidade, a sua história, as suas características e os seus problemas - quer a Cidade do presente que tem de se preservar, funcionar e desenvolver, quer a Cidade futura, que é necessário projectar;
O Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE) prevê a reabilitação dos imóveis desta área da Cidade que, por excelência, denota uma grande tradição cultural, sobretudo na zona triangulada da Praça da Alegria/Glória /Rua do Salitre, onde se situam espaços como o Hot Club de Portugal, o Cabaret Maxime e o Parque Mayer;
Se pretende dinamizar e reabilitar esta zona da Cidade, cativando novos moradores, de molde a incentivar o comércio local e a criar dinâmicas de culturais de interesse nacional e internacional;
O Hot Clube de Portugal é o mais antigo clube de jazz de Portugal e desenvolve a sua actividade, ininterruptamente, desde 1948, sedeado no edifício municipal sito nos nrs. 38/39 da Praça da Alegria, sempre com uma programação de elevada qualidade;
A Junta de Freguesia de S. José e o Hot Clube de Portugal têm trabalhado em conjunto, no último ano, com objectivo de encontrar uma solução equilibrada para reabilitação do aludido prédio municipal,
Recomenda-se à Câmara Municipal de Lisboa que:
* Incumba a Junta de Freguesia de S. José de, em conjunto com o Hot Clube de Portugal, estudar uma solução definitiva com vista à reabilitação do edifício municipal sito nos nrs. 38/39 da Praça da Alegria, sede do Hot Club de Portugal, na a qual deverá prever a instalação da “Casa do Jazz”, criando assim uma valência de divulgação e dinamização cultural na área do Jazz.
A solução a apresentar deve dotar este equipamento cultural de uma área para exposições permanentes e temporárias, um Centro de documentação, um auditório, uma loja e um espaço de café concerto;
A Gestão deste equipamento ser da responsabilidade de Hot Clube de Portugal.
À Câmara Municipal de Lisboa competiria:
* Definir as regras e os moldes de procedimento relativamente à reabilitação do imóvel;
* Definir o tipo de apoio pretende dar para contribuir para o bom funcionamento da “Casa do Jazz de Lisboa”
À Junta de Freguesia de S. José competiria:
* Elaborar o projecto segundo as directrizes da Câmara Municipal de Lisboa;
* Encontrar parceiros e mecenas que viabilizem o financiamento do projecto.
Ao Hot Clube competiria:
* Assegurar uma programação constante e de qualidade em todas as valências do equipamento;
* Ceder e conservar o Património discográfico e documenta para exposição e estudo;
* Ceder e conservar o espólio de Luís Villas-Boas, para exposição e estudo;
* Gerir o equipamento.
O Grupo Municipal do PSD
Bairro Alto.
Esta noite numa atribulada viagem lembrei-me do tempo em que ainda jovem me perdia pelo Bairro Alto, do tempo em que me perdia nas suas ruas quer de dia quer de noite. Do nascimento do Frágil das passagens atribuladas pelo “BBC – Bar”, das noites magicas dos “Três Pastorinhos” e dos dias que se seguiram nas constantes produções de espectáculos, que em conjunto com uma serie de gente que deixei de ver, ainda fomos fazendo por essa Lisboa fora. Hoje os personagens do Bairro são outros tirando meia dúzia de resistentes que se vão mantendo, e as suas gentes que são a razão que da vida e esperança ao mais turístico dos Bairros lisboetas.
Mas o futuro do Bairro e o desejo de muitos para que o mesmo tenha um plano, social, urbanístico e cultural a medida dos grandes Bairros da Europa, parece vir a caminho, o Bairro Alto vai ter quem o defenda condignamente, a si e as suas gentes. Vem aí sangue novo, novas ideias, novas maneiras de estar, e não vem para fazer experiencias vem para implementar projectos, sérios e credíveis, a bem de Lisboa. Em breve conto-vos mais…
Terreiro do Paço I I - Já há projecto pago e bom, porquê comprar mau se não há dinheiro?
Independentemente da opção arquitectónica, e do duvidoso gosto de quem a escolheu ou encomendou, parece-me a mim que a decisão política esta inquinada. O que diria António Costa se Pedro Santana Lopes entregasse sem concurso um projecto desta dimensão e importância para cidade?
É mau de mais para ser verdade esta opção do executivo municipal, e para alem disso não me parece nada razoável. No entanto estarei primeira linha na defesa da opção implementação do projecto de José Adrião, que está pago e ganho em concurso para o efeito. António Costa tem dentro de casa a solução já paga, e limita-se a pedir empréstimos para suportar soluções desadequadas e tecnicamente deficientes.