Oct 30 2009

Até já…

Hoje celebra-se o momento da passagem de gestor público com responsabilidades num cantinho de Lisboa.  O que fiz de bem e de mal no desempenho das funções que me confiaram ficará na minha memoria e o que não foi capaz de fazer na historia. Mas como já disse varias vezes eu não me vou embora, deixo apenas de ser Presidente de Junta de Freguesia, de resto lutarei sempre para que esta cidade seja uma cidade digna da sua luz e das suas gentes. Uma  cidade que tem de ser gerida por um todo sem guerras partidárias.  Tenho a certeza absoluta que Vasco Morgado Jr. é a pessoa certa para me substituir e cumprir um sonho de contruir Lisboa com as suas gentes e com a sua multiculturalidade, alias não conheço ninguem tão disponivel e capaz para o fazer. A todos os que me acopmpanharam nestes últimos oito anos, amanhã há mais cidade e eu vou discutila convosco.


Oct 28 2009

Lisboa, capital de Portugal sem Segurança.

O título deste meu post, pode perfeitamente ser o título de um qualquer jornal Europeu dentro muito pouco tempo. Isto se não se tomarem medidas no que diz respeito a estratégia de segurança em Lisboa. Não é assim tão difícil como possa parecer basta querer.

Em primeiro lugar há que definir uma estratégia clara, objectiva e dinâmica do que se pretende, e depois colocar em prática. Para mim a segurança da cidade passa por um policiamento de proximidade de cariz preventivo, com uma pequena esquadra de apoio, informatizada, permitindo aos ”Agentes da Autoridade”, ter um conjunto de informações relevantes para a protecção de cidadãos individualmente e em conjunto.

Cidadãos e Policia devem com alguma periodicidade falar entre si, apurar comportamentos entre a comunidade e transmitir desconfianças ou movimentos estranhos a esta, sem dar palpites ao trabalho da Policia, que deve ser feito apenas pela Policia, o envolvimento dos cidadãos deve ser unicamente informativo.

As esquadras de Bairro devem ser mantidas nomeadamente nos Bairros onde a criminalidade oscila com frequência. A então que dar condições para que as mesmas se renovem, num cenário de crise económica todos sabemos que a criminalidade tem tendência para aumentar, por isso entendo que o próximo orçamento de estado deve contemplar uma verba significativa para a renovação ou substituição de pequenas esquadras em Lisboa.

Os Gestores Públicos queixam-se sempre da mesma coisa falta de “efectivos”, se é uma realidade a falta de “efectivos”, então a que planear com os que temos e deixarmo-nos de lamentações, dando condições de excelência para que possam produzir mais e melhor, porque hoje é possível exigir de um Policia muito mais do que a dez anos atrás, e como diz o povo as vezes mais vale poucos e bons, do que muitos e maus, e posso afirmar que neste momento os poucos que temos são muito bons.

As dinâmicas criam-se não se lamentam por isso ou se trabalha sobre este assunto e se define em seis meses o que queremos para a Segurança em Lisboa ou dentro de muito pouco tempo, Lisboa deixa de ser a mais segura cidade da Europa.


Oct 21 2009

Fazer acontecer, precisa-se!

A propósito deste bom exemplo, http://www.ruadebaixo.com/espaco-nimas-2.html.

Lisboa cidade cosmopolita, precisa cada vez mais de iniciativa cultural e de diversidade nas indústrias criativas. Aproveitar determinados locais, para fazer acontecer, deixar a cidade funcionar por si. As instituições públicas devem ter o papel de fomentar e criar oportunidades e deixar os privados agir por si, se existem espaços devolutos na cidade e sem função imediata, porque não colocar frente a frente empreendedores e proprietários. Ao longo dos tempos em cidades como Barcelona, Berlim, São Paulo e Porto, entre outras, este tipo de iniciativa tem colhido êxitos. Lisboa precisa de uma vida própria, a cultura não pode ser propriedade do estado ou do município e deve ser patrocinada e não subsidiada, porque no meu entender a cultura quando acontece tem e pode dar muitas coisas em troca a uma cidade e aos seus habitantes.


Oct 19 2009

Não sei pelo que esperam os Setubalenses!

Habituei-me a ver a cidade de Setúbal como um local de férias delicioso, entre a Serra da Arrábida e a Tróia, a minha família escolhia ano após ano este local de praia e serra para descontrair, tendo como base o facto de a maior parte da minha família materna se ter fixado em Setúbal. Um fenómeno vulgar no nosso país, nascidas no Alentejo as quatro irmãs de minha avó fixaram-se por ali, sendo a minha avó a única a aventurar-se a entrar por Lisboa a dentro conquistando a capital, da geração a seguir uns emigraram outros por ali ficaram.

Foi na Serra da Arrábida que despertei para os problemas ambientais, foi em Tróia que varias vezes me interroguei, porque é que este local não se torna num dos principais lugares do turismo de excelência do País? Hoje Tróia caminha para um exemplo do turismo de excelência e a Serra da Arrábida é mais respeitada. No entanto este fim-de-semana ao vaguear pelas ruas de Setúbal depois de um belíssimo choco frito. Chego a triste conclusão, que os agentes económicos e políticos não aproveitam o potencial da cidade, ruas cheias de gente, sem esplanadas, sem animação, sem nada, as pessoas passeiam-se junto ao mar apreciando a paisagem tranquila, na esperança de encontrar um golfinho a saltar. Os cafés abertos mais a frente na Praça Bocage têm um péssimo serviço e uma enorme falta de respeito pelo consumidor, tornando-se em autênticas máquinas de vender sem servir.

Parece-me a mim que é possível fazer melhor e que Setúbal merece mais. Importa salientar que o património esta cuidado, e que higiene urbana é das melhores deste imenso Portugal, mas só isso não chega, falta o resto, e o resto é criar riqueza, emprego, massa crítica de forma integrada e aprazível e em Setúbal isso é possível, não sei pelo que esperam os Setubalenses, nem entendo porque teimam em ser conhecidos pelo mais pobre conselho de Portugal quando tem tudo para inverter esta realidade.


Oct 16 2009

Do PSD esperam-se resposta.

O PSD precisa de uma liderança forte, forte de carácter e de ideias. O PSD precisa de quem defina objectivos, de quem assuma uma linha de rumo para Portugal. Precisamos de saber o que pensa o PSD das Energias renovareis, em que região do país as vamos desenvolver? Quantos posto de trabalho criam ? Precisamos de saber o que pensa o PSD sobre o equilibro de poderes nos Hospitais entre médicos e gestores. Precisamos de saber o que pensa o PSD sobre o desemprego não qualificado e como valorizar as pessoas e inseri-las no  tecido produtivo nacional. Em que industrias aposta o PSD? Que regiões são para o PSD verdadeiramente agrícolas? Quem merece mais ser apoiado, os que por mérito buscam o sucesso ou os que insistem teimosamente em manter o subsidio? Que pensa o PSD das Industrias Criativas, tem Portugal massa critica para apostar nestas industrias? Como pensa o PSD combater a solidão dos idosos e a pobreza encoberta? Que mecânicas e interacções deve ter Portugal para tratar melhor os seus idosos?

Quem for capaz de responder a estes questões de forma objectiva e traçar sobre elas uma linha de rumo, será garantidamente o próximo Presidente do PSD, mas se ninguém for capaz de o fazer o PSD corre o sério rico de se diluir lentamente no panorama politico Nacional, o que é muito mau para Portugal!