Não sei pelo que esperam os Setubalenses!
Habituei-me a ver a cidade de Setúbal como um local de férias delicioso, entre a Serra da Arrábida e a Tróia, a minha família escolhia ano após ano este local de praia e serra para descontrair, tendo como base o facto de a maior parte da minha família materna se ter fixado em Setúbal. Um fenómeno vulgar no nosso país, nascidas no Alentejo as quatro irmãs de minha avó fixaram-se por ali, sendo a minha avó a única a aventurar-se a entrar por Lisboa a dentro conquistando a capital, da geração a seguir uns emigraram outros por ali ficaram.
Foi na Serra da Arrábida que despertei para os problemas ambientais, foi em Tróia que varias vezes me interroguei, porque é que este local não se torna num dos principais lugares do turismo de excelência do País? Hoje Tróia caminha para um exemplo do turismo de excelência e a Serra da Arrábida é mais respeitada. No entanto este fim-de-semana ao vaguear pelas ruas de Setúbal depois de um belíssimo choco frito. Chego a triste conclusão, que os agentes económicos e políticos não aproveitam o potencial da cidade, ruas cheias de gente, sem esplanadas, sem animação, sem nada, as pessoas passeiam-se junto ao mar apreciando a paisagem tranquila, na esperança de encontrar um golfinho a saltar. Os cafés abertos mais a frente na Praça Bocage têm um péssimo serviço e uma enorme falta de respeito pelo consumidor, tornando-se em autênticas máquinas de vender sem servir.
Parece-me a mim que é possível fazer melhor e que Setúbal merece mais. Importa salientar que o património esta cuidado, e que higiene urbana é das melhores deste imenso Portugal, mas só isso não chega, falta o resto, e o resto é criar riqueza, emprego, massa crítica de forma integrada e aprazível e em Setúbal isso é possível, não sei pelo que esperam os Setubalenses, nem entendo porque teimam em ser conhecidos pelo mais pobre conselho de Portugal quando tem tudo para inverter esta realidade.
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